2 de mai. de 2013

Qual a melhor hora para o segundo filho?

Quem leu meu texto da semana passada no blog da Rede Mulher e Mãe viu que eu comentei que a minha filha Nina não foi assim, digamos, programada. Claro que no fundo, lá bem dentro do coração, eu e meu ~amaziado~ marido a desejávamos com muito amor, mas explicitamente, até então, não estávamos contando com um bebezinho em casa. Fiquei grávida, ela chegou nas nossas vidas e, plim, passamos a viver intensamente a maternidade/paternidade.

Acontece que, depois que nasce o primeiro filho, parece que as pessoas não pensam em outra coisa a não ser… o segundo! A vizinha do 10o. andar pergunta no elevador, a vó pergunta no almoço de domingo, a professora pergunta na porta da escola, as amigas, a manicure, o cabeleireiro, a professora… ufa! É tanta gente querendo saber quando chega um novo bebê que até a gente fica na dúvida. Perdi a conta de quantas vezes nos questionamos “será que seremos pais de filha única?”. Sem contar as mil e uma teorias sobre filho único x mais filhos. Quem opta por filho único parece que está mandando a criança pra forca: “Coitadinho, vai ser solitário”, “Vai ser egoísta e não saberá dividir” e até (pasmem!) “Nossa, imagina quando vocês morrerem, ele vai ficar sozinho” são algumas das pérolas que já ouvi.

Eu não sei vocês, mas aqui em casa a questão sempre foi a dificuldade de conciliar a rotina da pequena sem contar com o apoio direto da família, (uma vó mora em outra cidade, a outra, em outro país!). Não rola ligar do congestionamento às 17h e pedir pra buscar a filha na escola porque você não vai chegar a tempo, sabe? Outra coisa que também sempre ponderamos é a grana. Como disse um amigo, o Bruno (pai do fofo Inácio!), se você fizer contas, simplesmente não tem filhos. Porque é tudo lindo, maravilhoso, mas também muito custoso. Isso pra falar só duas das questões bem, digamos, “práticas”, que envolvem aumentar ou não a prole…

Mas enfim, a vida tem lá sua graça. Eu, que sempre achei meio chato as perguntas sobre o segundo filho e tinha convicção de que seria mãe de filha única, levei uma lambada do destino. É, pois é, mais um bebê está a caminho – no alto de seus 4 meses e meio de vida intrauterina, também resolveu aparecer assim, de sopetão, “chegar chegando”… Ainda não sabemos se é menino ou menina, mas já entendemos que, assim como a irmã, foi ele quem escolheu sua hora de chegar – vocês acreditam nisso? De que são os bebês que escolhem quando querem nascer? Eu sim! :]

obs. A barriga da foto é minha mesmo, e já começou a ganhar os traços da nova forma que se aproxima. Quem tirou foi o papai – e eu achei que ficou uma delicadeza que só. Quando vi o resultado, me lembrei de uma frase de Carlos Drummond de Andrade, que nada tem a ver com maternidade, mas que se encaixa perfeitamente à imagem: “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”…




*pra quem quiser acompanhar, estarei todas às quartas lá no blog da Mulher e Mãe. Este texto foi publicado originalmente por lá! :) 

13 de abr. de 2013

Três pelúcias, uma história e muita fofura

Nina chegou na sala toda feliz, segurando um urso panda: "Olha, mamãe, um urso panda! Não é o polar, não é marrom, é o urso panda!!!". Claro que, depois de estar com o panda em mãos, ela quis pegar mais - ao todo são 12 bichinhos que ficam no alto do quarto, acima da caixa que cobre o varão da cortina. Depois do panda, o tio Bu também pegou a foca e o elefante. "Três está bom, né, filha?", falei, mais tentando persuadir do que esperando que ela aceitasse o número. "Brinque com eles, e depois a gente troca por outros", completei.

Mas qual não foi a minha surpresa com a pergunta: "Mamãe, é presente do papai noel?". Achei engraçada a indagação a esta altura do ano. "Não filha, esses bichinhos todos eram da mamãe, quando a mamãe era jovem mais nova. A mamãe guardou todos eles, e quando descobriu que ia ser mãe da Nina, lavou e deu todos de presente para você!", falei, explicando a procedência das pelúcias. Na verdade, a maioria delas, incluindo o panda, a foca e o elefante, eram aqueles bichinhos da parmalat - eu tirei o litro de leite de todos, lavei, esterilizei e enfeitei o quarto da filha (quem lembra deles? alguém por aí, teve?!).

Nina, que acompanhava tudo atentamente, terminou de ouvir minha história saudosista, olhou pra mim, olhou pro panda e os outros bichos, e disse (no alto de sua fofura ~mode on~): "Era (sic) seus os bichinhos?", e eu "Sim, filha, eram!". "E a mamãe deu pra Nina?". "Sim, filha". "Poxa mamãe, muuuuuito obrigada!"... 

Tem como não morrer de amor?!! <3


A foca e o elefante que eram da mamãe! 

27 de fev. de 2013

Menina grande - ou a filha ex-bebê


A escola da Nina não tem uniforme, então fomos escolher a roupa do dia: o ex-vestido e agora bata que a ("ídala" mor) Bibi trouxe de presente do Equador fez conjunto com um shorts jeans também da prima. No alto de sua espontaneidade, a pequena correu para pegar a sandália também herdada, para assim encerrar o look Bibi's style. 

"Vamos tirar uma foto pra mandar pra Bibi?", perguntei, pensando numa forma de agradecer as peças tão bacanas que sempre ganhamos. "Siiiim", respondeu, correndo para pegar suas pulseiras (ai, tão perua essa menina...). Depois de subir no sofá, ela mesmo disse: "Sorria!!!" - agora aprendeu a tirar foto e vive pedindo para que a gente faça pose. A câmera (do celular) fez o click. Assim como sempre faço, fui ver como tinha ficado a imagem, para refazê-la se necessário. 
 
Começou aí algo que não imaginava que seria possível: onde estava a minha Nininha? Meu coração disparou, minhas mãos suaram. Olhei embaixo do sofá, mas não encontrei nada. Olhei pela janela, para ver se via alguma pista, novamente sem sucesso. Num ato desesperado, procurei no céu algum sinal... "Teria sido abduzida?", pensei, incrédula. 
 
Olhei de novo pra foto do celular e resolvi fitar aquela menina que estava ali em pé, na minha frente. "Ei, devolva minha bebê!!!", falei, bem séria. Ela, claro, riu. De repente, percebi alguma semelhança daquele ser, que tinha inclusive duas tatuagens pelo corpo (uma em cada perna), com a minha bebezinha, que pari há 2 anos e meio. "Será???", me assustei. Receosa, resolvi tocá-la: "Você é a minha bebezinha linda?"... Mais um sorriso, e uma resposta matadora: "Não, mamãe, eu não sou bebezinha. Sou minina gaaaande!!!!"...


16 de jan. de 2013

Ajudando a descer escadas

Isso pra mim é o que eu chamo de "ternura materna", algo peculiar da mãe: o instinto de dar apoio e suporte à cria. Alguém se identifica?

(vi o vídeo na página da Rádio Globo do Facebook e gostei tanto que quis compartilhar aqui). 

1 de jan. de 2013

A bota azul e o ano de 2012 - ou feliz 2013!


2012 chegou ao fim e eu sinto como se tivesse sido atropelada por este ano, tamanha a correria. Nos últimos 12 meses vimos mudanças significativas na Nina - a pequena bebê de janeiro fechou dezembro como uma criança, no auge de seus 2 anos e 4 meses de vida. Novas palavras surgiram no seu vocabulário, que já forma frases e mostra o tempo todo tudo o que aprende do mundo a sua volta - o cardápio de almoço "Arroiz, cizão, calne, suco naranja" virou hit em casa! 

Fisicamente falando, Nina está com a dentição quase completa - os quatro caninos que lhe faltavam já deram o ar da graça para completar o sorrisão. As madeixas foram cortadas duas vezes ao longo do ano, mas só as pontinhas: eu adoro o cabelo dela, que tem uma cor incrível e é encorpado, com cachos naturais nas pontas (um deleite pra mãe de cabelo escorrido!). Já a fralda é item quase démodé em casa - digo quase porque a noturna ainda é usada por segurança, mas como há tempos amanhece seca, será aposentada em breve. Enquanto 2011 teve inúmeras idas ao PS, incluindo crise de bronquiolite e catapora, 2012 passamos um pouco mais tranquilos, com "apenas" conjuntivite e virose no 'currículo'. 

A bota azul-brilhante foi um dos
sucessos do ano de 2012,
vamos sentir saudades do
visual David Bowie!

Mas, sem a menor dúvida, o que marcou o ano de 2012 foi a entrada da pequena na categoria dos "dois anos". Eu brinco que é uma fase ~ terrivelmente maravilhosa, ou vice-versa ~ numa alusão aos "terrible two". Ao mesmo tempo que é encantador ver uma criança descobrir sua independência, querer incentivá-la nesse processo é, muitas vezes, cansativo, confuso e complexo. Não foram poucas as vezes que me vi perdida entres berros e ataques de choro - e recorri a grupos de mães na internet, colo de amigas e leituras para buscar o meu caminho nessa empreitada materna. O bom é que me fortaleci sobre o que eu acredito da educação de uma criança - criação com apego e a (não)terceirização de cuidados foram temas recorrentes por aqui. Também tive a alegria de conhecer muitas mães da blogosfera pessoalmente, estreitando contatos virtuais e criando novos laços de amizade. 

Agora temos todos um ano inteirinho pra escrever novas histórias… e recheá-lo de novas emoções, conquistas e muito amor! Feliz 2013 pra todos nós!!! Paz e luz!!! 


RECEITA DE ANO NOVO
(Carlos Drummond de Andrade)

Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.


5 de nov. de 2012

Coleção TABA e minha memória auditiva

Sabe aquela história que é de pequeno que se estimula uma criança a ler? Pois bem, o mesmo vale para a música... apresentar melodias e letras de qualidade só vão acrescentar na formação dos pequenos. E isso, independentemente do estilo musical que os pais preferem - sempre dá para oferecer música boa no lugar dos tchatchutchá. Quando eu era pequena, me lembro de ouvir, Gil, Nara Leão, Chico e Caetano, tudo pra criança. Era a belíssima coleção TABA, que eu ouvia na minha vitrolinha... uma introdução musical e poética de primeiro time. 

Pois qual não foi minha alegria ao receber da amiga Cássia, mãe do Inácio, um link delicioso, com a coleção completa (eu nem sabia que era tão grande!) em áudio, disponível ali, a um clique. Bastou ouvir as gaivotas de "Marinho, o Marinheiro", que meu coração se encheu de uma sensação tão... infantil! Sim, minha memória auditiva me transportou para as tardes que passava deitada na sala, ouvindo e lendo... que coisa boa! Saudade de não fazer nada ser criança! ;) 

Se você tem mais de 30 anos, com certeza já deve ter visto/lido/ouvido essas histórias. Se não, é uma ótima oportunidade de conhecê-las. E claro, apresentá-las para os pequenos, como eu vou fazer com a Nina. Colocar pra ouvir e deixar a mente voar... Para ouvir todas as histórias, clique aqui

E eu estava aqui pensando, aqui em casa também temos CDs do Arca de Noé e Balão Mágico, por exemplo... que outras lembranças da infância - músicas, brinquedos e brincadeiras - a gente pode apresentar para os pequenos? 

Coleção TABA, um delicioso retorno a minha infância! 

1 de nov. de 2012

Um que passa pro outro - ou o compartilhamento de brinquedos e roupas

Outro dia a Nina chorou numa loja porque queria muito ficar no carrinho que viu. A gente não ia comprar - e nem vai (to querendo fazer é uma limpeza em casa, isso sim!) - mas lembrou que o primo Mattheus, também conhecido como Pitico, tinha um que já não usava mais. Conclusão: pedimos emprestado, o pai foi buscar e ela ficou feliz da vida!

Aí que eu estava aqui de bobeira divagando e lembrei que, hoje em dia, não é preciso comprar todos os brinquedos que as crianças veem pela frente (nem daria, né?). Além de continuar esse processo de "um que passa pro outro", dá também para alugar. Eu conheço dois lugares que oferecem esse tipo de serviço, a Joanninha e o Clube do Brinquedo. Confesso que nunca usei, mas sou bastante simpática à ideia. [update: tem também a Casinha de Brinquedo].

Fora o brinquedo, somos adeptos do "um que passa pro outro" também em outros itens. A prima Bibi, por exemplo, é nossa 'fornecedora oficial' de roupas mais velhas. Se você perguntar pra Nina "quem te deu essa blusa?", mesmo que seja nova, ela vai dizer "a Bibi". E eu, claro, também já passei muita coisa da Nina pra frente, pra não parar esse ciclo tão bacana.

E vocês, costumam compartilhar o que não serve mais pros seus filhos? Ou só gostam de coisas novinhas em folha? 

Ps. O carrinho está 'emprestado' pra Nina. Depois ela vai devolver pro Pitico, que vai emprestar pra prima Isabela, que também vai ganhar outras coisas da Nina... 

Nina e seu carrinho azul, emprestado do Pitico...
Ao fundo, no sofá, a Zazá 'emprestada' da Bibi

24 de out. de 2012

A terceirização dos filhos

Eu já tinha ouvido falar do livro A Criança Terceirizada (ainda não li) e lido uma entrevista com o Dr. José Martins Filho, autor do livro. Aí hoje assisti à entrevista realizada pela Webfilhos e me identifiquei demais... #soumãeapegada. 

(imagem da stock.exchng)
No começo da semana a Cris Guimarães, do blog Eu, eu mesma e a outra, levantou o assunto "terceirizar" com um post no grupo Mulher e Mãe sobre o texto Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado, uma entrevista da Isabel Clemente (sempre certeira, como já tinha postado aqui!) com o sociólogo, jornalista e especialista em vínculos humanos Sérgio Sinay. Basicamente, a história é a seguinte: ter filho (e cuidar dele) demanda tempo, paciência, dedicação, comprometimento e responsabilidade.

Ninguém é obrigado a ter filhos. Mas se opta por ter, que entenda o quanto a figura de pai e mãe é importante. Carinho, amor, exemplo, afeto, educação de "berço", valores... tudo isso não tem babá, escola bilingue ou aplicativo de iPad que possa suprir. Não, não acho que devemos ficar colados nos filhos - seria uma contradição, até porque gosto, sim, de ter "meu espaço" no dia - mas pais e mães têm que estar disponíveis dispostos. Pra mim, bebê precisa do cheiro dos pais, criança precisa de colo, adolescente precisa de apoio. Ninguém tá falando que a maternidade é maravilhosa o tempo todo - porque não é. Longe disso, aliás. Mas ela também não é necessária para quem não está a fim.

E pra fechar, a frase polêmica de Zygmunt Bauman em Amor Líquido: "Esta é uma época em que um filho é, acima de tudo, um objeto de consumo emocional".

Estou exagerando? 

18 de out. de 2012

É da Nossa Conta! Trabalho Infantil e Adolescente

“Porque no meu tempo, pra eu chegar na escola, tinha que andar uma hora a pé”... “Porque no meu tempo, o vô Angelim não ligava pro meu estudo, e não quis que eu prestasse o exame de admissão”... era assim que meu pai contava o que havia passado na infância, justamente para nos incentivar a estudar quando estávamos no colégio. Meu avô, uma pessoa muito simples, não enxergava os benefícios que os estudos trariam ao meu pai, que abandonou os bancos escolares aos 10 anos para começar a trabalhar. Naquela época, década de 50, havia um exame depois da 4a. série do primário, praticamente um ‘vestibular’ – o tal exame de admissão. Só passava quem se dedicasse muito aos livros, por isso era comum que as crianças parassem de estudar e fossem para o mercado de trabalho. Meu pai foi uma delas.

Os tempos mudaram e... infelizmente, ainda tem muita criança que deixa a escola para trabalhar. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), “4,3 milhões de crianças e adolescentes de cinco a 17 anos trabalham em média 26,3 horas semanais no país (...) 638.412 crianças e adolescentes de cinco a 14 anos executam atividades econômicas ou serviços domésticos. Desse total, 41.763 crianças e adolescentes só trabalham e não estudam”. Os números fazem parte do relatório Todas as crianças na escola em 2015 – iniciativa global pelascrianças fora da escola, e a análise foi baseada nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2009). 

Para mudar esse cenário, a Fundação Telefonica, o UNICEF e a OIT (Organização Internacional do Trabalho) lançaram a campanha colaborativa É da Nossa Conta! Trabalho Infantil e Adolescente. A ideia é usar da força das redes sociais para acabar com a cultura de que “é normal” criança trabalhar – não, definitivamente, não é! E só é possível mudar o aspecto cultural se houver o envolvimento da sociedade, daí a importância do ‘engajamento virtual’, que promove o diálogo e o compartilhamento de informação. Aliás, esse foi o mote central da fala de todos os que participaram do lançamento da campanha em São Paulo, uma das setes cidades brasileiras a receber o evento presencial (a lista tem Salvador, Teresina, Belém, Curitiba, Brasília e Fortaleza). 


As ONGs Cidade Escola Aprendiz, Viração e a Repórter Brasil participam ativamente da campanha “viralizando” o conteúdo nas redes sociais. No site da Rede Promenino, tem muita informação importante, além de vídeos gravados especialmente para o É da Nossa Conta. Eu estou contribuindo com este post, na blogagem coletiva proposta pela Agência Otagai e VOCÊ, ao compartilhar este texto com outras pessoas, também ajudará ativamente esta causa.

Sejamos francos: se colocamos nos trending topics a morte de um personagem de novela, #oioioi por que não chamamos a atenção da sociedade para #semtrabalhoinfantil, não é mesmo? Abaixo, alguns dos vídeos da campanha - para assistir todos, clique aqui. Amei o Wellington dizendo: "Quando a gente quer, a gente faz". É isso! É da Nossa Conta!




28 de set. de 2012

Coleção Itaú de Livros Infantis 2012

Quem segue este blog sabe o quanto considero importante o incentivo à leitura desde a primeira infância. Acredito piamente que o livro abre horizontes, amplia caminhos e expande o olhar sobre o mundo. Em casa, estimulamos demais a prática com a Nina, que desde bem pequena está em contato com livros (pirei quando ela participou do #quelivro do Educar para Crescer!)

Adoramos passear em livrarias, principalmente as que dedicam um espaço especial para os pequenos leitores (nós gostamos muito da Livraria da Vila e a Cultura). Compramos e ganhamos muitos exemplares (amigos queridos, obrigada de coração pelos exemplares do último aniversário!), e para que se sinta ainda mais ambientada, Nina ganhou uma prateleira só dela na estante da sala. Ela pega, lê, rabisca, e aprendeu a guardar de volta (mamãe ensinou, porque odeia bagunça quer que a filha seja dona de si).  

Por isso ajudo a divulgar com gosto ações como a que o Itaú Criança, da Fundação Social do Itaú, faz desde 2010: a Coleção de Livros oferece 3 exemplares que são entregues de graça na sua casa. A edição 2012 está aberta e este ano os livros são O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado, Poesia na Varanda e Lino. Mas corre, porque a promoção é limitada! Clique aqui e participe! 

E bem que outras instituições financeiras, que lucram taaanto, poderiam seguir o exemplo, né? #queromaislivrodegraça

Livros: sempre ótimos amigos para as crianças

25 de set. de 2012

Mãe de família comete crime e vai presa só pra ter tempo pra ficar sozinha?

Com a maternidade a vida fica mais corrida e deixamos de lado muitas coisas que fazíamos na fase "sem filhos". Não coloco em mérito se é melhor ou pior, cada uma sabe de si... mas é fato que surgem novas prioridades, e conseguir ver um filme inteiro de uma vez só ou se dedicar a leitura sem ter alguém subindo no seu colo são atividades que ganham nova, digamos, logística.

Foi então que o site Sensacionalista teve a brilhante (ao meu ver) ideia da matéria Mãe de família comete crime só para ser presa e passar um tempo sozinha... antes que alguma mãe amarga comece a atirar pedras, vale lembrar que é um site de humor (do dicionário, humor é a "capacidade de compreender, apreciar ou expressar coisas cômicas, engraçadas ou divertidas", ok?). 

Abre parênteses: queria ser uma mosca pra ver como são as reuniões de pauta do Jornal Sensacionalista. Fecha parênteses. 


Piadas à parte, a pergunta é: se você ganhasse o direito de ter mais tempo para você, o que faria? 

13 de set. de 2012

Cocô no penico - o pontapé inicial do desfralde da Nina

O tema desfralde está na pauta de casa. Tenho lido sobre e acompanhado outras mães que estão vivenciando esse momento, me preparando para quando chegar a vez da Nina, que sempre me seguiu no banheiro (privacidade pra que, né?). Então percebi que, de umas semanas pra cá, ela ficava muito atenta quando eu estava no vaso sanitário (por favor, não imaginem a cena, não quero causar constrangimento em ninguém), pedindo para pegar o papel higiênico pra mim, abrindo a tampa do lixo... 

Foi então que resolvi colocar o penico que comprei pra ela, na viagem que fizemos para a casa da vó Sara, no banheiro. Abre parênteses: estava na Baby r us da Times Square quando enlouqueci por um penico das princesas, todo rosa, com uma descarga que toca música. Fecha parênteses e toma remédio anti-surto. Desde então, toda vez que vou fazer minhas necessidades, ela senta no penico e me imita, mesmo estando de roupa. Inclusive usa papel para 'se limpar' e joga no lixo. Eu, para incentivar, digo que ela fez tudo muito certo, que é isso aí, batemos palmas, cantamos, fazemos festa no apê banheiro. Aí aprimorei a tática de guerra: comecei a colocá-la sentada sem fralda, pouco antes do banho matutino. Ela ficava ali toda sorridente, praticamente uma bonequinha de "Amar é?", só me observando... 

Hoje pela manhã falei "Filha, silêncio... ouve só o xixi da mamãe", enquanto meu sistema urinário entrava em ação. Ela ficou quietinha, olhos tão atentos quanto os ouvidos... e de repente, falou "Nina!", apontando para o próprio assento. Eu (dei descarga e lavei as mãos antes, sou mãe limpinha) corri pra ver e qual não foi minha alegria quando vi um belo montinho marrom dentro do penico! (duvido que quem tenha filhos vai sentir nojo). A partir daí, foram beijos, abraços e sorrisos! Corremos para chamar o papai, que estava dormindo-acordando: pulou da cama, bateu palmas, enfim, nos despedimos daquele cocô com muita alegria!

Claro que foi um momento mágico e importante, mas apenas o primeiro passo na luta no processo do desfralde. Agora temos um longo caminho a percorrer, com paciência, carinho e cuidado... Sobre o assunto, tem muita coisa legal na net, e eu indico o "Pequeno" guia do desfralde, da mãe e blogueira Luciana Azevedo, além dos vídeos do Mamatraca. Vale também trocar experiências com outras mães nas redes socias e conversar com o pediatra. Para a parte prática, há livros infantis que também colaboram, como O que tem dentro da sua fralda?, Coco no trono e o Hora do Penico (versão menina e menino).  

Mas, acima de tudo, é importante olhar pro (a) filho (a) com os olhos do coração e perceber se ele (a) está mesmo pronto (a) para deixar a fralda de lado. O sucesso (ou fracasso) depende exclusivamente do respeito ao tempo da própria criança - só ela sabe e sente quando está pronta, segura e feliz para tomar as rédeas do seu próprio corpo e decidir onde quer fazer seus cocôs e xixis.

[Filha, se você já tem 15 anos e esta página ainda está disponível no mundo cibernético do seu tempo, perdoe a mamãe... mas você ficou tão feliz em fazer cocô no penico!]

E com você, como foi a hora do desfralde? Fácil ou difícil? Tem algum "truque" pra ensinar? Conte nos comentários! (Quem quiser, por favor, deixe dicas de outros links e livros sobre o assunto - toda ajuda é bem-vinda!)

8 de set. de 2012

Laços de família (ou "post para Bibi")

Minha família é relativamente pequena: meu pai só teve um irmão, que já é falecido e não teve filhos. Minha mãe tem duas irmãs: a Márcia e a Ligia. A Li não teve filhos (embora tenha adotado os sobrinhos e sobrinhos-neto), portanto, de primeiro grau, tenho apenas 3 primos, filhos da Má (e do tio Lu): Filipe, Paula e Flávio. Resumindo esse nariz de cera genealógico, eu tenho apenas uma prima de primeiro grau, a Paula. 

Quando a gente era pequena e uma ia dormir na casa da outra, não eram raras as vezes que levávamos bronca porque não conseguíamos ficar quietas. Eu me lembro de sentar à mesa para jantar e minha mãe brigar com as duas, pois não parávamos de rir. Pior: quanto mais a gente ria, mais bronca levava, e mais vontade de rir tinha! Pura bobeira (gostosa). A vida, por motivos próprios, nos afastou, já que cada uma seguiu seu caminho: a Paula fez pedagogia e hoje é professora em Campinas, eu fui fazer jornalismo e acabei indo morar em São Paulo. Mas os laços, aqueles que são amarrados com fitas de carinho, ficaram. 

Já adultas, vimos uma reaproximação legítima em função de coisas em comum - Paula casou-se com o querido Oswaldo, um equatoriano desbravador que se fixou aqui no Brasil por amor, eu "casei" com o André, que embora tenha nascido em SP, traz no sangue a origem chilena. O ponto em comum mais divertido são nossas filhas*. Gabriela e Nina se identificaram desde o primeiro encontro, sempre em momentos de bagunça, alegria e cumplicidade.  É um barato ver as duas juntas, que 'se e nos' divertem, com doçura que só mesmo crianças são capazes. 

Como a Bibi é mais velha (a diferença de idade é de 3 anos), Nina segue a brincar numa espécie de "siga a mestre ensandecida", com direito a muita "arte", como diz a Bisa Íris - que, por sinal, se delicia com a presença das bisnetas, mesmo quando as duas estão embaixo da mesa de jantar. Outra vantagem de ter prima mais velha é que recebemos sacolas e sacolas de roupas que já não servem mais, ô coisa boa!!! Bibi vive recheando o guarda-roupa da Nina, obrigada sempre!!! 

E assim a vida, aquela mesma que por algum motivo me 'afastou' da Paula, segue. E os laços de família (aê, Manuel Carlos, abração pra vc!) continuam ali, atados, firmes e fortes.

E com vocês, o nascimento dos filhos reaproximou pessoas? Mudou algo na sua família? 

Brincadeira pouca é bobagem, gente. Com vocês, Bibi e Nina: 













E quem deu essa sandália pra Nina???


*Depois da Gabi, Paula deu à luz Léo, que por enquanto apenas observa atento as travessuras das meninas. Por enquanto... 




5 de set. de 2012

Mães, internet e a primeira entrevista da Nina!

O blog da Nina começou com a ideia de compartilhar com nossas famílias, que moram em outras cidades, o dia a dia com a pequena. Um diário (não necessariamente com postagens diárias, porque, né, mãe de primeira viagem não tem tempo nem de respirar! rs) contando o desenvolvimento, a evolução, enfim, o crescimento da nossa filha. 

Com as conexões com mães do mundo cibernético, o blog foi, aos poucos, ganhando outras temáticas, sempre dentro do universo (tão rico e vasto) infantil. Hoje eu sempre falo que é um misto de registro da Nina e da mãe da Nina, porque um dia, se quando ela ler meus posts, vai se conhecer como filha e me conhecer (mais) como mãe. 

Foi um pouco isso que falamos na matéria do programa Hoje em Dia, da TV Record: "Mães usam a internet para mostrar "aventuras" e fotos de seus bebês". Adorei participar, porque a Nina se comportou muito bem durante a gravação (o pai fez media training com ela no dia anterior hehehe) e também por mostrar como a tecnologia pode sim, aproximar - conversarmos com a Sara, minha sogra querida, que mora tão longe (de distância) e tão perto do coração. 

Ninoca nem estranhou as câmeras! :))

Vale lembrar que, como a gente nunca sabe quem está do outro lado da linha da tela, é preciso ter cuidado ao postar fotos e vídeos de crianças. Cabe aos adultos o bom senso de não expor de forma inadequada e - até perigosa - seus filhos (apesar de que tem mãe que faz isso em programa de TV). 

E você, também tem blog pra mostrar para o familiares? O que acha do uso da tecnologia como registro do crescimento dos pequenos?

 

Obs: a Carla Martins, mãe do Arthur, é uma querida!!! :))
Obs 2: a repórter, Caroline Keller, está grávida!!! Bem-vinda ao time, Carol!!! Que amor <3

3 de set. de 2012

Mãe que estimula filha de 4 anos a fumar em concurso de "miss" é mãe?

Olha, a gente vê de tudo nesse mundo, e até se acostuma com coisas que são surreais - gente morando embaixo de ponte, animais maltratados pelas ruas, idosos em situação pra lá de abandono... mas vi hoje uma matéria no site Vírgula que realmente me chocou: "Durante concurso de miss infantil na TV, menina de 4 anos aparece fumando". Parem o mundo que eu quero descer. 

Primeiro que já acho concurso de beleza entre crianças pequenas pra lá de deprimente. É uma pena mães  (loucas) exporem os filhos em seletivas pra lá de bizarras em busca de um título tão... vazio. Miss mundo serve pra que mesmo - além da ostentação do título? Aí depois a pessoa cresce obcecada pelo corpo, pela beleza e pela "fama", e faz o que se vira um adulto "comum"?

Não contente em colocar a filha no concurso da TV britânica, a mãe a estimula a fumar "igual a Sandy, famosa personagem vivido por Olivia Newton-John no filme Grease". Alô, conselho tutelar britânico, ajude a manter a sanidade mental da pequena Lisa!

Ou será que isso é "normal" e eu que tô exagerando?

"o conjunto da obra" (roupa, cabelo, unhas e cigarro) é no mínimo, bizarro

31 de ago. de 2012

Reciclagem - lixo, arte e cidadania


Outro dia me encantei com um garotinho de uns 5 anos no Sesc Pompeia, que segurava uma lata de refrigerante na mão e perguntava pra balconista “onde posso descartar o alumínio”? Fiquei pensando nas grandes mudanças que as crianças de hoje podem promover no mundo - e na forma de usá-lo – por terem contato, desde cedo, com conceitos e iniciativas de reciclagem e sustentabilidade.

Aí que esta semana conheci outro trabalho encantador que também envolve reciclagem: produtos à base de TERA®. Exclusividade da empresa Confetti, as chapas de TERA® são feitas de material 100% reciclado pós-consumo, proveniente da reciclagem de embalagens Tetra Pak®. Além da empresa desenvolver a tecnologia para a criação das chapas, o produto final da linha Eco ainda recebe os traços charmosos da arquiteta Silvia Slinger Rettmann - são produtos de escritório e papelaria super fofos, daqueles que a gente quer todos! 

Como mãe de uma bebê (eu sei... que logo, logo, vai pedir o caderno da princesa! rs) acho importante oferecer opções 'diferentes' de consumo, como produtos reciclados que contribuem com ações de sustentabilidade. Olhando para um caderninho tão charmoso a gente nem lembra que ele “já foi” uma caixa de leite (uma não! cada capa retira do meio ambiente 6 caixas de leite!).

Todo o processo só é possível porque nós, usuários, separamos as caixa usadas em casa - nosso lixo é a matéria-prima. Parte das caixas são entregues por cooperativas de catadores, o que favorece uma economia solidária. Fora os cadernos convencionais, a empresa também tem sacolas retornáveis, cadernos de música e jogo americano, tudo de muito bom gosto, qualidade e produzido com o material reciclado: 

Cadernos, bolsas e jogo americano que já foram caixas de leite, suco... #confetti

E o assunto reciclagem ganhou mesmo a semana aqui em casa. Depois da Confetti, tive contato com um projeto de reuso de outro tipo de lixo: o eletrônico.  Fui a um evento de trabalho e conheci a turma do Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), da USP.

Quando participei do programa Almanaque Educação, da TV Cultura, gravamos uma matéria sobre a reprocessamento de lixo eletrônico em numa empresa de Suzano (Grande São Paulo) que transformava celulares, computadores e pilhas em matéria-prima (tintas e corantes). No Cedir, o material descartado é recondicionado e emprestado para entidades carentes, num projeto de inclusão social digital - é emprestado porque quando o material não serve mais, o próprio Cedir os substituem, para evitar que as entidades façam o descarte no lixo comum.

Se você tem em casa aparelhos eletrônicos e não sabe o que fazer com eles, o Cedir aceita o descarte (só de pessoas físicas!). Basta agendar a entrega pelos telefones 3091-6454, 3091-6455 ou 3091-6456 ou via e-mail: consulta@usp.br. O horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 8h00 às 18h00.

E você, o que faz em casa para promover e estimular a reciclagem e a sustentabilidade em casa?

Conheci os produtos a base de TERA® durante visita ao estande da Confeti na Office Paper  Escolar, a convite da empresa (obrigada Helena, fiquei encantada com o material!).

23 de ago. de 2012

2 anos de Nina!


O Gon Navarrete, um amigo querido, sempre brinca que o casal só volta a ter um pouco de dignidade quando o filho chega aos 2 anos “antes disso é só demanda, trampo...”. Confesso que achava isso um grande exagero – até virar mãe.  

Claro: ter um bebezinho nos braços é uma das sensações mais incríveis do mundo – se não, a mais! Por outro lado, no começo, a gente fica à mercê de cuidar daquela belezura o tempo todo. É um ciclo que não dá trégua: alimentar, trocar, amar, alimentar, fazer dormir, amar, alimentar, limpar, amar... no meio disso tudo, tem ainda todos os medos e inseguranças de pais de primeira viagem e as adaptações – a gente deixa de ser um casal pra “virar uma família de verdade”!

Mas, como o tempo é “um senhor tão bonito”, a vida caminha a passos largos. E hoje, no dia em que a Nina completa 2 aninhos, minha vida já tem muito mais que “dignidade”: tem amor intenso e verdadeiro, tem alegria que transborda nos olhos de ver a pequena tão graciosa e esperta, e tem também a certeza de que nunca há certeza na maternidade, mas que sou responsável pelas minhas escolhas.

Filha querida, obrigada por, ao longo desses 2 anos, nos ensinar tanto... realmente, com você, meus olhos enxergam o mundo com amor infinito!  

Oração do Tempo (tempo, tempo, tempo) 

És um senhor tão bonito 
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo 
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos 
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo 
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
Por seres tão inventivo 
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo 
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo
Que sejas ainda mais vivo 
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo
Peço-te o prazer legítimo 
E o movimento preciso 
Tempo tempo tempo tempo 
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definitivo
Tempo tempo tempo tempo 
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo
O que usaremos pra isso 
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo
E quando eu tiver saído 
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo 
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo
Ainda assim acredito 
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo 
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo
Portanto peço-te aquilo 
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo 
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo

8 de ago. de 2012

O pai que ele é (blogagem coletiva*)

Uma das lembranças mais fortes (e carinhosas) que eu tenho do meu vô materno Wilson é o jeito que ele “pedia” o almoço. Ele sentava na mesa (que muitas vezes já tinha seu prato prontinho, feito pela minha vó) e dizia “Ô Íris”, batendo o dedo indicador no copo. Era a senha pra minha vó servir o suco...

Fora de contexto a cena é absolutamente machista, mas como eu a via “de dentro”, sei que era apenas uma forma de viver de um casal que se apaixonou na primeira metade do século XX, quando as coisas, na grande maioria das casas, eram assim mesmo – o papel da mulher era servir ao marido e filhos, enquanto o do homem, ser o provedor (que, ao meu ver, não significava falta de amor e carinho, apenas uma maneira contida de expressá-los).

O que me espanta de verdade é que, pra muita gente, esse modus operandi familiar ainda seja válido e normal. Graças aos céus aqui em casa a coisa é BEEEEM diferente. O pai aqui é PAIticipativo. Sempre compartilhou comigo essa louca maravilhosa aventura de criar a Nina. E isso inclui passar noite em claro, trocar fralda, dar banho, sair pra passear, dar comida, botar pra dormir... enfim, viver de perto a paternidade.

Ainda sob parâmetros da relação “antiga” que meus avós viveram, cresci ouvindo que meu vô “botava ordem” na casa apenas com o olhar (baiano, veio pra São Paulo jovenzinho e aprendeu sozinho a ser virar. No quartel conheceu os irmãos da minha vó, para então se apaixonar pela caçula da família...). Minha mãe e tias não podiam contenstar ordens e a relação era bem verticalizada.

Em mais um quesito, percebo que as coisas mudaram: em casa, desde sempre, o pai conversa com a filha (papos hilários, algumas vezes, é bem verdade). Tem hora que eu, como boa mãe carrasca, até digo “isso não é pra negociar, ela tem que fazer e ponto”, de tanto que o diálogo se prolonga. Assim como é o André, percebo outros pais na mesma vertente. Gente que entende que educar é participar - dar amor, carinho, colo. E pra fazer parte, tem que estar ali. 

Perceba que em nenhum momento coloco a postura do André como uma ajuda - porque se eu pensasse que ele me "ajuda" com a pequena, estaria partindo do princípio que a função de educá-la é só minha e ele dá uma mãozinha. Vejo que encarar as coisas claras assim é um grande passo para mulheres - que não conseguem delegar e se sentem sobrecarregadas - aprenderem a exercitar o "fazer do outro" tipo eu. Vale lembrar que isso também envolve aceitar como o outro faz as coisas (lema de vida: desapega! - e deixa o pai fazer a chiquinha mais torta do mundo na cabeça da menina!).

E, no fundo, quem sai ganhando por participar ativamente da vida da filha – além da Nina, é óbvio – é o próprio pai. Porque é pra ele que vão os beijos apaixonados no reencontro do fim do dia, ou os abraços calorosos de saudades. Inclusive, a primeira palavra que a Nina falou foi papai, mas não espalha...  

pai e filha: paixão mútua 
E na sua casa, como é a relação dos pais e filhos?

*Este post faz parte da Blogagem Coletiva proposta pela Rede Mulher e Mãe para o Dia dos Pais 2012. Clique aqui e leia outras histórias participantes! 

30 de jul. de 2012

Fraldários x estabelecimentos - a lista negra

Tem gente que quando recebe uma crítica vê como pode melhorar a partir dela. E eu estou começando a achar que só assim mesmo, botando a boca no mundo, pra gente ter o mínimo de dignidade no quesito fraldário. Porque ó, vou te contar. Ter que trocar a filha fazendo malabarismo acaba com as minhas costas é um absurdo, quando estamos num estabelecimento. #chatiada

No começo do ano eu relatei aqui como o fraldário de um shopping aqui de São Paulo salvou minha vida quando Nina teve diarreia. No texto, comentei da minha indignação com locais que ainda têm a pachorra de associar fraldários a banheiros femininos - hello!!! pais também trocam fraldas!!! não é "função" da mulher... (por isso escolhi essa imagem pro post de hoje, que vi aqui neste blog). Nos comentários, várias pessoas deram dicas de locais legais que oferecerem uma infraestrutura boa... 

Leroy Merlin arrasando com fraldário no banheiro masculino
Agora quero propor algo mais maligno hehehe direto: vamos listar locais que NÃO OFERECEM o mínimo de estrutura pra trocar nossos rebentos? (sem fraldários, com opções de péssima qualidade ou só em banheiros femininos). Sinceramente, a intenção não é malhar nenhum local, mas apenas chamar a atenção para que ele se prepare pra receber mães, pais e filhos - e ninguém melhor que nós, que vivenciamos o "problema", pra dar aquela dica, né? 

Eu começo com a Dona Deôla, da Av. Pompeia. A padaria da zona oeste está sem fraldário - eles fizeram uma mega reforma e simplesmente não construíram um espaço (tive que trocar a filha no carro, imaginem que coisa fácil-prática). Segundo o gerente, eles "vão se adequar às normas colocando um fraldário no banheiro de deficientes, mas que ainda não foi criado". Pra mim, a resposta não se justifica: há inúmeros modelos de trocadores portáteis que resolveriam, ainda que paliativamente, o problema da troca de fraldas. Mas o que foi dito é que "será construído" - enquanto isso, cadeirantes e portadores de necessidades especiais, também evitem o local...). 

E aí, quem tem outros nomes pra aumentar essa lista?

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