9 de set. de 2011

Noção de espaço e a vontade de andar de carro

A Nina, assim como qualquer bebê, está numa fase muito gostosa de descobertas. É um barato ver os olhinhos dela atentos ao mundo que a cerca, curiosos por cores, formas e texturas - para quem já leu Jean Piaget, estudioso do desenvolvimento cognitivo, é o período sensório-motor, que vai até os 2 anos (em média). É neste momento que ela começa a sua coordenação motora elementar, um momento muito bacana de interação.

Ela tem se deliciado com alguns brinquedos que ganhou no aniversário, como a cadeirinha cheia de pinos gigantes que a prima Gabi deu (ela também usa o banquinho para treinar seus primeiros passos, como eu postei aqui), além de um quebra-cabeça de fazenda que a tia Rê e o tio Marcos deram (apesar da ausência, obrigada pelo carinho de vocês!!). Porque, justamente voltando ao Piaget, nesta fase a criança não tem a coordenação "fina", e precisa mesmo de brinquedos maiores para interagir - não queira que ela encaixe peças pequenas umas nas outras, ela ainda não tem essa habilidade desenvolvida (aliás, peças pequenas para crianças menores de três anos são um perigo, elas ainda estão na fase oral (Freud), levam tudo à boca e podem engolir).

Como tudo na vida, esse desenvolvimento motor vai se aperfeiçoando, assim como sua noção espacial. Prova disso são as tentativas de descer escadas que 'não dão pé' ou subir no sofá - ela levanta a perninha e vai toda cheia de si, sem perceber que não alcança determinado lugar (inclusive, daí a necessidade de ficar de olho o tempo todo para evitar acidentes).

E como quando o assunto é bebê sempre tem uma meiguice (bebê é um ser meigo, acima de tudo!), a gente se divertiu com a Nina tentando subir no carrinho que a tia Má e o tio Andrei deram de presente (olha, que tem um buzina assim, maravilhosa, daquelas perfeitas para enlouquecer vizinhos! hehehe). Ela vai toda independente, mas não percebe que está passando a perna no lugar errado. Uma hora ela aprende... (ela é brasileira e não desiste nunca!) mas, enquanto isso, a gente se delicia com a cena!


6 de set. de 2011

Os primeiros passos da Nina!

Cada bebê tem seu próprio tempo - como cada ser humano. E, com um ano (completados no dia 23/08), a Nina está no tempinho dela de arriscar os primeiros passinhos, para delírio de todos nós! O legal é acompanhar não apenas os primeiros passos, mas ver todo o desenvolvimento da nossa bebê.

Foi uma grande emoção quando a gente percebeu que ela já sentava. Sempre sorridente, ela tem se mostrado uma menina empolgada com o mundo - como imagino que deva ser grande parte dos bebês, né? Poxa, imagine, depois de uns meses de adaptação fora da barrigona da mamãe, o serzinho percebe que tem tanta, mas tanta coisa ao redor... São descobertas diárias, aliás.

em pé, toda se achando, na casa
da tia Marcela e do tio Andrei

Depois de sentar, começou a fase de engatinhar. Nossa, como foi gostoso vê-la se esforçando para alcançar os brinquedos e suas tentativas de se locomover sozinha. O mais incrível é que, por mais que a gente possa dar uma forcinha, é um momento muito do bebê, uma conquista só dele mesmo. E agora... tchanan!!! A Pipoca está toda se achando, vive ficando em pé sozinha e, feliz de tudo, segue confiante! Ela cai, levanta, senta, apoia, cai, levanta, senta... No aniversário, Nina até ganhou um brinquedo do padrinho Bú que pode servir de andador, mas ela ainda não consegue usar. Tentei ajudá-la, mas percebi que ela não se sentia à vontade ainda, então, como disse no começo do post, cada um tem um tempo e ela ainda está descobrindo o dela.

Acho que vale aqui um comentário pessoal, baseado nas minhas observações mundo afora. Os pais não têm exatamente como andar pelos seus filhos, mas alguns não entendem isso e ficam cerceando os avanços, passando medo para o bebê - medo que eles  mesmos (pais) sentem. Sabe aquele dizer do profeta carioca "Gentileza gera gentileza"? Então, o mesmo vale para a insegurança. Claro que a gente tem que ficar de olho e ajudar no que for PRECISO, mas só. Cair faz parte, é só levantar. Enfim, pra mim este momento tem sido  uma metáfora sobre como imagino/pretendo vou criar Ninoca pro mundo!  


5 de set. de 2011

No colinho do papai

Das coisas gostosas que têm quando um bebezinho deixa de ser aquela coisa fofa de colo e passa a ser mais "autônomo" é poder brincar juntos. Nada se compara a alegria de ver um sorriso quando se faz uma gracinha ou perceber que, aos poucos, nossa filha vai se tornando uma mocinha!

Em casa nós gostamos de brincar no chão da sala, que embora pequena, virou uma zona de entretenimento (já falei disso por aqui!). Outro dia ficamos fazendo tanta festa e bagunça que, depois que a Nina dormiu e fui levá-la para o berço, voltei para a sala e não acreditei que só havia uma criança brincando ali, tamanha a "desordem" das coisas - neste caso, uma desordem mais do que bem-vinda!

Uma noite dessas aproveitamos que o André estava em casa para ouvir música (os presentes da prima Gabizinha são demais, valem um post em breve!) e brincar. A música do CD da Turma do Balão Mágico era justamente "Amigo Velho", e parece que caiu como uma luva para a ocasião.

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