21 de out. de 2011

A importância da leitura e como fazê-la para bebês

Eu sou daquelas mães pessoas que acredita na força da educação como ação transformadora do mundo. Fiz magistério no colegial, onde tive a sorte de ter contato com muitos professores e pensadores que ajudaram na minha formação, no modo como vejo o mundo hoje (foi graças ao CEFAM que conheci as ideias de Paulo Freire, por exemplo, e graças à professora Delza Maria Frare Chamma que tive seminários-sem-fim da "História da Educação no Brasil", de Otaíza de Oliveira Romanelli).

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Mas, antes disso, tive em casa um dos maiores incentivos: o prazer pela leitura. Lembro tão bem da moça do Círculo do Livro indo levar a revista para minha mãe escolher os títulos... Em casa, a gente teve algumas coleções "da época", como a "Conhecer" (pra quem já nasceu na geração Google, garanto que era o máximo pra fazer os trabalhos da escola!) e a coleção do Monteiro Lobato, só pra citar duas. Ainda no âmbito familiar, minha tia Márcia, irmã da minha mãe, era professora (hoje já aposentada) e também sempre nos incentivou a ler e nos corrigiu na hora de falar o português correto. A Márcia foi minha professora na 3a. série do Dom Barreto, e eu me lembro dela reclamando do quanto eu conversava com a Lidia Schaffer - éramos ótimas alunas, mas falávamos mais que a boca!!!

Só pra se ter ideia de como os estímulos marcam as crianças, me recordo tão bem do meu primeiro livro na escola, "Zero Zero Alpiste", de Mirna Pinsky, que até hoje lembro do começo da história: "Chamava-se Daniel, mas a turma da escola apelidou-o de Zero Zero Alpiste"... Já na 5a. série, com a profa. querida (e ausência sentida) Rita Nunes, me apaixonei pela sensibilidade de Rubem Alves ao explicar as idas e vindas das pessoas no mundo em "A menina e o pássaro encantado". E por anos guardei o livro "A vaca Mimosa e a Mosca Zenilda" como relíquia, por ter um autógrafo da autora Silvia Ortoff - mais uma vez,  proeza de minhas mãe e tia, que nos levaram no lançamento do livro na extinta livraria Romana.


Eu estou escrevendo tuuuudo isso porque fiquei muito curiosa sobre um evento que vi no site do programa Papo de Mãe, da TV Brasil. É o lançamento do livro "Ops", de Marilda Castanha, sobre técnicas de leitura para crianças na primeira infância (de 0 a 3 anos). Sei o quanto a leitura é importante, mas em geral vejo dicas para crianças maiores. Como deve ser o estímulo para crianças tão pequenas?

O evento acontece amanhã, dia 22/10, às 11h, na Livraria da Vila no Shopping Pátio Higienópolis, numa parceria da revista Crescer com a Cosac Naify. O bacana também é que quem estiver lá pode participar de uma oficina gratuita com as especialistas Flávia Miranda (Escola Carlitos) e Romina Boemer (contadora de histórias), além da presença da própria autora. Eu adoraria ir, muito  mesmo... mas minha pequeNina pegou catapora e, apesar de já estar quase boa, não acho viável levá-la num lugar com outras crianças e bebês... quem for depois me conta o que rolou??

11 de out. de 2011

Tenho pena do filho do Rafinha Bastos

Eu já li tanto sobre as polêmicas de Rafinha Bastos (e em especial sobre o caso que envolve Wanessa) que nem pensava em escrever nada sobre o assunto, ainda mais num blog que gira em torno do universo infantil e maternal. Quando vi este álbum no Uol minhas mãos coçaram para escrever, mas tinha coisa mais importante pra fazer que desencanei. Aí, quando li a notícia de que ele pediu demissão da Band, putz, não deu mais pra segurar.

Há alguns meses fui com o André e a Nina num restaurante japonês na rua Apinagés, em Perdizes, jantar com o casal de amigos Marcela e Andrei. A Nina fica sempre muito animada e sorridente quando vê bebês por perto e eis que chega uma moça com um menininho no colo. O bebê era um pouco mais novo que a Nina e comecei a conversar com a mãe dele, uma moça que me parecia tranquila.

Nina no sushi, já comendo de hashi...
Ela falou que o filho nunca tinha ido para o berçário e que estava curtindo a maternidade, e o garotinho brincou e sorriu feliz. Foi um encontro tão corriqueiro quanto com qualquer outra moça que estivesse carregando um bebê, fosse na padaria ou no supermercado. Depois, quando voltei com a Nina do banheiro, descobri que ela era mulher do Rafinha Bastos, e que o garotinho era Tom, filho do ator/apresentador/jornalista. Eles estavam sentados juntos, conversando com alguns amigos.

Quando vi as fotos que ele publicou no Twitter no dia em que foi afastado da bancada do CQC, me lembrei daquela moça e daquele bebê. Será que já não bastava para esse rapaz falar tanta asneira como nos últimos meses? Não seria o caso de, dessa vez, ficar quietinho num canto, aguardando a poeira baixar? Além de não ficar calado, ele publicou fotos patéticas como se não estivesse perdendo nada na vida por estar fora do programa da Band. Ninguém, vendo aquelas fotos constrangedoras, acreditou que ele estava realmente bem depois da bobagem que falou ao vivo. Por que, pelo menos uma vez na vida, o rapaz tão cheio de si não teve o mínimo de h-u-m-i-l-d-a-d-e para olhar para sua mulher com o filho nos braços e pensar: "porra, que merda que eu falei?". Seria tããããão mais digno se desculpar publicamente...

O curioso é que todas as outras polêmicas que o rapaz protagonizou lhe renderam apenas um puxão de orelha por parte da Band - e só em casos bem específicos, como já escreveu Lola Aronovich. Mas ao falar de Wanessa ex-Camargo, ele mexeu com peixe grande. Além de processar o apresentador, o marido da moça e seu sócio Ronaaaaaldo ameaçaram tirar anunciantes da emissora. Força para isso eles têm. Uma fala inconsequente atingindo a área comercial da Band? Isso ninguém aguenta e nenhum diretor segura. 

A polêmica tomou proporções estratosféricas com a ajuda das redes sociais - as mesmas que consagraram o humorista como a personalidade mais influente do Twitter (segundo o jornal americano New York Times). A piada finalmente perdeu a graça. Depois de fotos bestas e videozinhos sem graça sobre a situação, Rafinha pediu demissão. A saída da Band vai pesar no bolso do humorista. Na verdade, já está pesando: dizem que depois do episódio sobre o bebê de Wanessa, Rafinha perdeu alguns contratos publicitários por ter manchado sua imagem (mais ainda, né?).

Como mãe, eu não to nem aí pra bancada desfalcada do programa ou pro orçamento do humorista. Penso mesmo é no filho dele. A gente sempre quer que os filhos sintam orgulho da gente - mas no caso da língua ferina de Rafinha, #comofaz? O menino tranquilo que vi nos braços de uma mãe simpática e atenciosa nem sabe o que lhe aguarda. De filho de humorista divertido e/ou jornalista "engajado", o garoto ouvirá palavras impublicáveis dos coleguinhas na escola. Pior: pais servem de espelhos para seus filhos... Já pensaram como será a vida do pequeno Tom?

Em tempo I: li hoje um texto ótimo sobre a saga Crepúsculo Rafinha Bastos de Matheus Pichonelli, da Carta Capital, #fikdik 

Em tempo II: hoje é niver da mamãe, que faz 35 anos feliz demais por ter a Nina em sua vida!! Pena que o papai está viajando... quando ele chegar, vamos comemorar, com certeza!!! ;)  

28 de set. de 2011

Dr. Cacá ensina a fazer "charutinho de bebê" (e a delícia de usar sling)

Imagine estar todo aconchegado num lugar gostoso, quentinho, com comida à vontade, sentindo o coração da mamãe o tempo todo... Essa é a vida de um bebezinho durante a gravidez. Coisa boa, né? Aí imagine sair daquele ninho tão perfeito e viver no mundão de #meudeus, com barulho, cheiro, ar, toque, sensações... enfim, tudo diferente! Não deve ser fácil... e muitos pediatras atribuem a esse novo momento os choros dos pequeninos. Alguns choram mais (como a Nina, como eu já escrevi por aqui), outros menos, aí vai de cada um.

A gente não tem como controlar o choro, cada bebê vai sentir de um jeito. Mas o que dá pra fazer sempre é estar sempre presente, confortar, dar carinho, colo, acolher. Nesse sentido, eu (e o André também!) usei muito sling. Quem me ensinou a usar foi a Rosangela Alves, que promove a Slingada. Ela me atendeu lá no Gama, mas para quem precisar, ela também atende a domicílio, uma fofa!

Eu percebi que a Nina ficava tão bem no sling que usava em casa, para aconchegá-la, na rua, no metrô... e usei também para facilitar a minha vida na primeira viagem internacional da pequena, quando fomos só nos duas para Buenos Aires encontrar o papai (ela tinha apenas 4 meses e foi uma grande aventura!).

Para quem não gosta ou não se adapta aos carregadores, tem outra técnica muito boa de aconchegar o neném e que acalma qualquer chorinho: o charutinho. Eu "roubei" este vídeo do Dr. Cacá, um pediatra que conheci numa slingada promovida pela Rô e que exala sensibilidade e amor por bebês. A eficácia dessa trouxinha de neném é compreensível, já que todo enroladinho e aquecido, ele tem a sensação que está na barriga da mamãe...

E vocês? Já usaram sling? Gostaram? E o charutinho, funcionou mesmo? 


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