19 de jan. de 2012

Crianças negras são más?

Se você tem algum contato com crianças, repense seus atos. Sim, repense o que você diz, suas ações, seu modo de ver o mundo. Crianças nascem sem senso de julgamento e vão adquirindo esses contornos sociais ao longo da vida, influenciadas pelo meio e pelas pessoas com quem convivem. Não, não é só isso que forma o caráter de alguém, mas digamos que o que elas veem nos espelhos que têm (pais, mães, família em geral, professor, escola...) exercem papel fundamental na formação delas.

Daí que é c-h-o-c-a-n-t-e ver a reação dessas crianças mexicanas diante de dois bonecos, que representam dois bebês (um branco e outro negro). Veja o vídeo* e pense o quanto você e suas ações influenciam seus filhos e outras crianças. Já disse por aqui que somos puro exemplo para eles, desde as coisas mais simples, como hábitos alimentares... 


A pesquisa foi realizada no México e, segundo está escrito na página do vídeo no Youtube, os pesquisadores fizeram um workshop com as crianças e suas famílias depois da experiência, para criar um espaço de reflexão a cerca do tema tratado. 

Ah, claro: a mídia também exerce fortíssima influência sobre as crianças. Se você acha que não, vale uma ida ao site do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. Mas, antes de personificar a mídia como a grande vilã da história, vale lembrar que crianças ficam expostas à tv e internet em casa com consentimento de pais ou responsáveis. Ou seja, cabe a cada um saber por quanto tempo seu filho vai ver tv - e principalmente, O QUE ele vai assistir... Ficar horas a fio exposto a desenhos agressivos, seriados com meninas "perfeitas" e publicidades intermináveis de puro consumo traz mesmo algo de bom pra uma criança? 

* ví a indicação do vídeo por @Braungustavo que, apesar de deliciar o Twitter com os perfis divertidíssimos @nairbello, @ficavaiterbolo e @vmsacompanhar, mostrou que não é só um rostinho bonito na TL 

9 de jan. de 2012

Férias em casa com o papi

As férias chegaram e como eu vou trabalhar direto (só tive a semana entre Natal e Ano Novo de folga, o que foi pouco ótimo!), tivemos que dar um jeito de cuidar da Nina durante o recesso do berçário. E eis que André Hernan, o rapaz que não foge da bola, chamou pra si a responsabilidade da brincadeira: "Tiro férias e fico com a minha filhinha" (palavras dele). Então tá, a vida tem sido assim desde então.

E lá vão pai e filha bombar janeiro a fora: parque, bicicleta, dvd do Backyardigans, cd do Peixonauta, filha pra cima, filha pra baixo, lanchinho na padaria, banho bagunçado demorado, fruta batida no mixer, figurino com combinações fantásticas de listras com bolas e muita, muita risada.

O que tenho reparado é como a convivência dos dois é leve e divertida. Ok, é bem mais fácil curtir cada momento com mais tranquilidade quando se está de férias, mas não é só isso. Tem um pouco de displicência, na dose ideal para que as coisas fluam com mais harmonia e menos cara de dever, sabe? Daí que outro dia os dois começaram uma brincadeira tãããão bobinha, mas que renderam tantas gargalhadas que resolvi gravar pra mostrar. Ela serve pra exemplificar como momentos tão simples podem ser tão queridos.

E aí é aquela história: se você dá muita trela pro lado sério da vida (e isso não significa não ser comprometido com os seus deveres/trabalho), pode deixar escapar sorrisos que enchem o dia de graça e nos fazem lembrar do que mesmo vale a pena. Bom, a carapuça serviu direitinho pra mim mesma pra um monte de gente, né? Ou será que eu sou a única mãe que se descabela com o dia-a-dia e vira e mexe entra na roubada de não curtir a vida?!

(cuidado: a cena abaixo é forte para quem conhece o André só profissionalmente e o acha marrento)


24 de dez. de 2011

Viver e não ter a vergonha de ser feliz

Quando eu era pequena e ia pra chácara da tia Rosinha em Leme, os sobrinhos sempre disputavam pra ir no carro da tia Li só porque ela ia ouvindo música animada (sambas de primeira linha!) e porque, quando chegava perto da chácara, já na estrada de terra, ela fazia zig-zag com o carro, dava brecadas tipo paradinha e garantia a alegria da criançada. A coisa era tão boba, mas a gente se divertia tanto...

Daí que o fim de ano está aí e eu até poderia fazer um balanço do que foram esses 12 meses tão intensos. Mas não vai dar: no lugar de elencar os altos e baixos, vou aproveitar o tempo que ainda resta para agradecer cada minuto vivido. É um momento que temos para respirar fundo, avaliar, rever conceitos, atitudes... e reorganizar a vida nova que em breve se inicia. E também uma hora propícia pra lembrar o quanto as coisas pequenas e simples dão o maior sentido à nossa existência.

Em casa fechamos o ano com a certeza de que estarmos juntos e com saúde é o grande presente que recebemos na vida, e que quando temos isso em mente fica mais fácil superar qualquer obstáculo do dia a dia. Parece filosofia barata, daqueles livrinhos de autoajuda, e é!, mas não perder isso de foco nos ajuda a driblar a rotina e a viver com mais leveza e alegria.   

Esta época do ano também é o momento de pensar com ainda mais carinho nos que estão longe e em breve iremos ver (vovó Sara, tia Marcela, os meus primos amados Gigi, Marcelinho e Nic), confraternizar com os que estão perto (vovó Angélica, vovô Carlos, tio Daniel, padrinhos Tatá e Bu, tio Wagner, tia Mi, primo Mattheuzinho e tio Tiago e sua família linda) e querer bem a todos os outros familiares e amigos queridos.

O que a gente espera, de coração, é que o seu Natal, assim como o nosso, seja ao lado de quem você ama, e que não falte energia para começar 2012 com o pé direito! E que, assim como uma das músicas que a gente ouvia no Chevete da tia Li, a gente não esqueça que o que vale mesmo é "viver, e não ter a vergonha de ser feliz"... #feliznatal #feliz2012 ;-)

A simplicidade e a felicidade andam juntas!

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