Hoje eu acordei assim, cabisbaixa, mãos no bolso, chutando pedrinha na calçada*. Ser mãe é maravilhoso, mas também cansa. Não sei vocês, mas não fui criada para ser mãe full time - quiçá pra ser mãe. Sou daquelas que saiu de casa pra fazer faculdade, depois foi morar fora do país e achou que tinha o mundo nas mãos. Aí, quando se viu grávida, e depois, com uma bebê no colo, se desesperou. Se viu sozinha, perdida, sem saber o que fazer (mesmo tendo um namorido muito fofo ao lado).
Sempre falo: nada do que eu fiz até hoje na vida se compara à maternidade. Nada. Ser a mãe da Nina me põe à prova o tempo todo, com meus limites, minhas convicções, minha flexibilidade, meu poder de redimensionar (eu até já disse por aqui que praticamente surtei...). E sou imensamente feliz e grata por isso. Mas nem tudo são flores (aliás, de quem é essa frase?!).
Além do cansaço, tem a culpa. Por deixá-la longe, por deixar de fazer outra coisa para estar perto, por eu ser assim, por... enfim, dependendo do dia e humor, uma culpa diferente. Quase um bullying de mim comigo mesma.
Por sorte, tenho uma pequena linda, que apesar de ser "apenas" uma bebê, parece saber como me lembrar do que vale a pena nesta vida. A cena foi tocante: enquanto eu chorava no carro, ela segurou com firmeza minhas mãos e abriu um sorriso lindo...
"seus filhos não são seus filhos, seus filhos são filhos do mundo" (Gibran Kalil)
*by Luciana Moraes, a melhor cunhada torta que alguém poderia ter/querer na vida!