1 de fev. de 2012

A culpa de ser mãe

Hoje eu acordei assim, cabisbaixa, mãos no bolso, chutando pedrinha na calçada*. Ser mãe é maravilhoso, mas também cansa. Não sei vocês, mas não fui criada para ser mãe full time - quiçá pra ser mãe. Sou daquelas que saiu de casa pra fazer faculdade, depois foi morar fora do país e achou que tinha o mundo nas mãos. Aí, quando se viu grávida, e depois, com uma bebê no colo, se desesperou. Se viu sozinha, perdida, sem saber o que fazer (mesmo tendo um namorido muito fofo ao lado).

Sempre falo: nada do que eu fiz até hoje na vida se compara à maternidade. Nada. Ser a mãe da Nina me põe à prova o tempo todo, com meus limites, minhas convicções, minha flexibilidade, meu poder de redimensionar (eu até já disse por aqui que praticamente surtei...). E sou imensamente feliz e grata por isso. Mas nem tudo são flores (aliás, de quem é essa frase?!).

Além do cansaço, tem a culpa. Por deixá-la longe, por deixar de fazer outra coisa para estar perto, por eu ser assim, por... enfim, dependendo do dia e humor, uma culpa diferente. Quase um bullying de mim comigo mesma. 

Por sorte, tenho uma pequena linda, que apesar de ser "apenas" uma bebê, parece saber como me lembrar do que vale a pena nesta vida. A cena foi tocante: enquanto eu chorava no carro, ela segurou com firmeza minhas mãos e abriu um sorriso lindo... 

"seus filhos não são seus filhos, seus filhos são filhos do mundo" (Gibran Kalil)


*by Luciana Moraes, a melhor cunhada torta que alguém poderia ter/querer na vida!

27 de jan. de 2012

O Renascimento do Parto

Não vou aqui julgar mulheres quem escolhem por uma cesariana. Cada uma sabe dos seus medos, de seus anseios, do que quer da vida. O que me entristece é ver que muitas dessas mulheres não "optam" por cesariana, mas têm a opção feita por seus médicos. Aí sim, o bicho pega.

Muitos profissionais que não querem "perder tempo" com grávidas em longos trabalhos de parto indicam cirurgia para situações em que o parto normal seria mais do que adequado. Pior que isso: não trabalham o empoderamento feminino, mas sim as fragilizam - e dar à luz, para muita gente, deixou de ser um acontecimento único e especial  (na vida de mãe e filho) pra virar estatística. Já fomos campeões no futebol, no automobilismo, mas atualmente amargamos o infeliz record de país campeão mundial em número de cesáreas. Imagine quantas foram são desnecessárias?

Enfim, a história é longa, polêmica, cheia de exceções pros dois lados. E informação e  conhecimento são mesmo o mais importante: dá embasamento para uma escolha consciente. Por isso acho que o documentário O Renascimento do Parto (trecho abaixo), de Érica de Paula e Eduardo Chauvet, deve ser divulgado. Previsto para estrear em março deste ano, é um olhar  diferente do que temos visto sobre o parto... No mais, tire suas conclusões.


24 de jan. de 2012

Eu ainda prefiro a escola

Ontem comentei aqui sobre a dificuldade de deixar a Nina no berçário depois das férias. Muita gente me escreveu dando força, se identificando com a situação e dizendo que o comportamento é mais do que natural. Aí a Rosália, mãe da Manu e minha amiga de Unesp, me passou o vídeo (abaixo) com um depoimento da Rosely Sayão que achei super oportuno, do canal da Pampers Brasil no youtube (bem bacana, por sinal).

Não acredito que a gente tem que ser refém de especialistas (sempre vale a reflexão e adequação na nossa realidade diante de determinado assunto), mas o que Rosely diz, faz todo o sentido do mundo pra mim: criança tem que crescer com criança por perto, pra dialogar, pra interagir. Pena que hoje em dia a gente viva cada vez mais "ilhado" em apertamentos prédios, condomínios & afins...

Em tempo: Nina voltou super feliz ontem pra casa, nem parecia a menina que abriu o berreiro de manhã. Ah, e hoje foram apenas 20 minutinhos de dengo até ela se derreter com os coleguinhas!  


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