6 de mar. de 2012

Vida após às 21h (ou "além de mãe"...)

Enquanto eu trabalho fora, a Nina vai pro berçário (lembram do drama?). Aí, quando vou buscá-la (morrendo de saudades), dedico todo o meu tempo pra minha pequenina. Juntas brincamos, lemos, cantamos no banho, fazemos bagunça no jantar, dançamos Backyardigans (essa parte o papai também participa e adora!) até que, enfim, Nina dorme 'o soninho dos justos'. É só depois que ela capota que consigo tomar banho, que acesso a internet, que leio as coisas bacanas que vi durante o dia, visito os blogs das amigas, que ligo pra alguém pra papear (essa parte faço pouco, é verdade)...  enfim, que vou "cuidar da vida", como dizem (isso quando eu não durmo junto com ela... ahhhh, adoro dormir antes das 20h!).

Aí que hoje eu li no Facebook um comentário da querida Milena, mãe do João Pedro, que achei muito sincero: a felicidade de poder trabalhar enquanto o bebê fica no berçário. Pois bem, é isso. Tem mãe que precisa de um tempo pra si, pra poder ser mãe. #soudessas. EU preciso respirar um pouco, pra voltar pra casa cheia de saudades e morrendo de vontade de deitar no tapete e fazer bagunça com a minha filha. Isso vai muito além da questão financeira (que também é importante pra mim, claro). 

Tem mulheres que param de trabalhar para cuidar dos filhos full time. Admiro, e muito. Mas pra mim, não rola. Preciso ver gente, conversar, espairecer, expandir. Claro que minha filha virou prioridade total, e por causa disso, mudei totalmente o ritmo de vida após seu nascimento. Ainda que eu mude ainda mais (olha o sonho do home office, aí, gente!), preciso ter meu tempo, meus sonhos, minha vida "além de mãe".

É aquela velha história sobre o que vale mais: menos horas com muita dedicação e disponibilidade ou ficar o tempo todo junto, dividindo a atenção (e paciência) com 'todo o resto'? 

perto ou longe, #amordemãe é tudo!

2 de mar. de 2012

Papinha com gostinho especial...

Outro dia acompanhei a reunião de pauta do Portal R7 na Twitcam e sugeri uma pauta sobre papinhas. Foi bem na semana em que saiu a matéria da pesquisa britânica sobre bebês que comem de colher e a relação com a obesidade. 

Ontem, via twitter, recebi a resposta do R7, com uma matéria sobre como fazer a 1a. papinha do bebê. Achei uma delicadeza por parte da Mari, editora de Receitas e Dietas, afinal, sei como é corrido o dia a dia do portal e a quantidade de pautas que eles têm que produzir. 

A matéria teve também um gostinho especial (opa, papinha, gostinho especial, sacou?? rs) pois trabalhei na equipe do R7 por 2 anos. Entrei antes mesmo do portal estrear e fiz parte do mutirão para colocá-lo no ar (foi uma ótima experiência, ao lado de muita gente querida). A Nina, inclusive, é a 1a. bebê da equipe, já que fui a primeira dali a engravidar!!! 

Daí que, para quem quiser sugerir outras matérias, eles sempre avisam no twitter quando estão em reunião online. Basta acessar e mandar sugestões. Não há uma editoria específica para bebês, mas tem muita coisa bacana também na editoria de Saúde, como várias das matérias da Camila Neumam.  

olha a @ninaensina colaborando com o r7! ;)

Em geral, os bebês começam a introdução de alimentos aos 6 meses (embora, como tudo relacionado a eles, não há uma regra cronológica, vai de criança pra criança - e de família pra família). Aqui em casa a gente optou por deixar a Nina se lambuzar com alimentos na mão, também oferecendo com colher. Papinha sempre foi feita em casa, nunca usei aquelas prontas (fossem salgadas ou doces). Na hora de sair, levava a papinha em potinhos na bolsinha térmica, se precisasse pedia pra esquentar. Hoje, com 1 ano e meio, Nina já tenta comer sozinha de talher... ainda não consegue, mas se diverte muito. 

No mais, já que o assunto é papinha, que outros blogs legais sobre alimentação infantil vocês seguem? Vamos fazer uma lista nos comentários com indicações bacanas? Nossos bebês agradecem! ;)

obs. pra fechar, segue abaixo um vídeo que adoro do Palavra Cantada, da música "Fome Come". As batidas são muito dançantes e a letra, muito divertida: 



28 de fev. de 2012

A menina atropelada pelo jet ski (ou sobre como educar filhos)

Enquanto rolava animado o feriadão de carnaval, uma mãe viu a filha morrer na sua frente, e nada pode fazer para impedir. Cirleide Lames brincava com a pequena Grazielly numa praia de Bertioga (SP), quando um jet ski desgovernado atropelou a menina.

A história, já triste, ficou pior quando veio à tona que quem guiava o veículo era um menor de idade, de 13 anos. "Ele apenas deu a partida", disse o advogado de defesa, como se a justificativa fosse suficiente para eximir a culpa do garoto e dos irresponsáveis ou fosse mudar a trágica situação. 

Quando vi a notícia do acidente, fiquei muito triste pela mãe (e a família) da Grazielly. A menina, que não conhecia o mar, teve sua vida tirada à força à beira dele. Olhava para a Nina tão serelepe perto de mim e não conseguia imaginar o tamanho da dor daquela mulher.  

Mas, pior que isso foi a tristeza de ver como agiram os padrinhos do menino, que fugiram sem prestar socorro ou esperar por alguma notícia da garotinha. E aí, senti dó. Dó mesmo. Coitado desse menino: fez burrada e teve ainda mais azar de ter padrinhos que ensinam que fugir é o melhor caminho. Teria sido o encaminhamento dado pelos pais? Não sei, não posso afirmar. Só sei que sair dali correndo, sem assumir seus atos, é uma maneira muito triste de encarar a vida. Um adolescente que dirige liga um jet ski numa praia movimentada tem que saber que pode ferir alguém. E se ferir, tem que assumir.

Eu amo demais minha filha e estarei sempre ao lado dela. Mas amar incondicionalmente não significa passar a mão na cabeça o tempo todo, nem deixar de mostrar que cada ação que a gente faz na vida tem uma consequência. Não estou dizendo que é fácil educar. Minha Nina tem 1 ano e meio e já passamos por momentos de não saber como agir, mesmo ela sendo tão novinha (imaginem na adolescência...).

Quais são os parâmetros entre o amor X criar com responsabilidade? Quando a gente perde a mão e acaba sendo muito permissivo? Não, não tenho essas respostas. Mas é por atitudes como a que tomaram os que deveriam "cuidar" do adolescente que vivemos num mundo tão cinza. 

foto: Stock.xchng


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