Enquanto eu trabalho fora, a Nina vai pro berçário (lembram do drama?). Aí, quando vou buscá-la (morrendo de saudades), dedico todo o meu tempo pra minha pequenina. Juntas brincamos, lemos, cantamos no banho, fazemos bagunça no jantar, dançamos Backyardigans (essa parte o papai também participa e adora!) até que, enfim, Nina dorme 'o soninho dos justos'. É só depois que ela capota que consigo tomar banho, que acesso a internet, que leio as coisas bacanas que vi durante o dia, visito os blogs das amigas, que ligo pra alguém pra papear (essa parte faço pouco, é verdade)... enfim, que vou "cuidar da vida", como dizem (isso quando eu não durmo junto com ela... ahhhh, adoro dormir antes das 20h!).
Aí que hoje eu li no Facebook um comentário da querida Milena, mãe do João Pedro, que achei muito sincero: a felicidade de poder trabalhar enquanto o bebê fica no berçário. Pois bem, é isso. Tem mãe que precisa de um tempo pra si, pra poder ser mãe. #soudessas. EU preciso respirar um pouco, pra voltar pra casa cheia de saudades e morrendo de vontade de deitar no tapete e fazer bagunça com a minha filha. Isso vai muito além da questão financeira (que também é importante pra mim, claro).
Tem mulheres que param de trabalhar para cuidar dos filhos full time. Admiro, e muito. Mas pra mim, não rola. Preciso ver gente, conversar, espairecer, expandir. Claro que minha filha virou prioridade total, e por causa disso, mudei totalmente o ritmo de vida após seu nascimento. Ainda que eu mude ainda mais (olha o sonho do home office, aí, gente!), preciso ter meu tempo, meus sonhos, minha vida "além de mãe".
É aquela velha história sobre o que vale mais: menos horas com muita dedicação e disponibilidade ou ficar o tempo todo junto, dividindo a atenção (e paciência) com 'todo o resto'?
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