20 de mar. de 2012

Aula de interpretação para bebês

Não, não existe um curso específico para esse tipo de público apesar de tanto curso louco que inventam por aí pelo menos que eu saiba... até porque, acho que todo bebê entre 1 ano e meio e 2 e pouco não precisa de aula pra ser pura graciosidade: imita sons, inventa sorrisos e piscadas... tudo para deixar qualquer um babando pela cria. E é engraçado como, a cada dia, vem um gesto diferente, uma brincadeira nova que nos surpreende.

No domingo estive com a Nina na Cinemateca aqui em SP e, depois de ver as fotos e desenhos de Marilyn Monroe (vai até dia 1º. de abril, #ficaadica), sentamos na área externa (deliciosa, por sinal) para brincar com as pedrinhas. Ela ficou levando pedra de um lado pro outro, conversando loucamente consigo mesma, num papo pra lá de animado na linguagem dos bebês. Depois, ao sentar na minha frente, resolveu fazer as caras e bocas.  

O que mais me chamou a atenção foi perceber que ela reage a um tipo de estímulo que uso em casa, principalmente quando ela faz alguma "bagunça". Sempre paro, olho e falo "meu deus do céu, Niiiina, e agora??", fazendo cara de espanto. Pois não é que a danadinha resolveu exercitar seus dotes dramáticos? Primeiro, em momento de alegria extrema, depois, num tom de espanto e medo... de morrer de rir! Como diz minha cunhada torta Lu, #murri. Detalhe para o taaaanto de Vitamina "S" que a menina ingeriu, heim? #anticorposfeelings

A graaaaande vantagem dos filhos é que, desde que nascem já são fofos de querer apertar até não poder mais. E passados os 2 anos e pouco, surgem outras fofurices, outro jeito de nos encantar. Ou seja, é sempre muita alegria, né? 


Com esta performance, Nina dá de 10 em muito ator por aí!!!  #ciganoigor 

14 de mar. de 2012

Introducing... 9 meses de gravidez em 95 segundos!

Na hora em que se descobre uma gravidez, muitas coisas passam pela nossa cabeça... entre elas, sem dúvida, como registrar esse momento tão especial. Confesso que fui um tanto relapsa durante os 9 meses em si, quase não tirei fotos, deixei a correria do trabalho me consumir e fazer o tempo passar rápido demais... acho que também um pouco porque na gravidez ainda não tinha "caído a ficha" - este blog mesmo, nasceu pouco antes da chegada da Nina.  

Enfim, o fato é que tem mãe que faz diário (de papel ou virtual), tem mãe que faz ensaios fotográficos mensais... e tem casal que, num poder de síntese peculiar sob um olhar delicado, usa do recurso audiovisual de stopmotion para registrar os 9 meses de gestação em um vídeo de... 95 segundos. Simples e tocante, como vocês podem ver abaixo (a dica foi da amiga Helena Jacob, mãe do Pedro, que viu o vídeo nesta matéria do site da Crescer).  Eu amei!!!



13 de mar. de 2012

Eu tenho medo de morrer

No começo deste ano, duas partidas me fizeram pensar demais. Uma foi do colega de profissão Daniel Piza e a outra, do filho da minha madrinha, primo de coração, Alexandre. Ambos jovens, saudáveis, com 40 e poucos anos. Os dois tiveram mortes abruptas, daquelas que quando você fica sabendo, não consegue acreditar. Nenhuma morte é "boa", pelo menos pra quem fica. Mas quando a pessoa já tem mais idade ou está sofrendo demais com uma doença, parece que a gente se conforma mais rápido - mesmo que a dor seja igualmente sentida em qualquer caso. 

Acontece que, depois que a Nina nasceu, tenho sentido muito medo de morrer. Não, não é nada patológico, não estou sofrendo de crise de pânico nem nada. Mas tem momentos que meu coração se enche de tanta ternura ao vê-la brincar, sorrir ou até dormir, que sinto que queria ter vida "eterna" pra poder estar sempre junto, ali, do lado, vendo cada conquista, cada passinho. 

Paralelo a isso, acho que rola a sensação de estar ficando 'velha'. Ok, minha vó vai fazer 93 anos em outubro e ela sim é velhinha (bem assentada, diga-se de passagem). Mas eu farei 36 no mesmo mês e aí, quando vejo gente jovem partindo, é inevitável a comparação "e se fosse eu"... Dia desses, falei sério com a Fer, uma amiga de trabalho. Porque me dei conta que o André estava viajando e, se acontecesse algo comigo, não teria ninguém para buscar a Nina no berçário. Claro que rimos juntas, mas percebo o quanto a maternidade mexeu comigo. 

Eu sei que ninguém é insubstituível (#sóumadendo: no campo profissional, muita gente se esquece disso e deixa a vida passar enquanto se mata pra crescer na carreira... pra que, minha gente?). Sei que a vida segue, seja como for, do jeito que for. E só isso já faz com que meu medo de morrer se transforme numa vontade imensa de viver bem e buscar, a cada dia, aproveitar cada minuto com a Nina. Mas, tem dias que acordo assim, com medo. Será que é só comigo?

eu é que não quero perder a chance de curtir com esses dois lindos aí, né? 


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