9 de fev de 2011

E a vida volta ao normal, mas diferente

Faz dias que estou para escrever, mas confesso que a nova rotina tem me consumido. Há pouco mais de uma semana voltei a trabalhar pós a licença-maternidade. Um baque. De verdade.

É estranho não ter a Nina por perto o tempo todo. Ela era a minha barriga, depois virou uma extensão dela quando nasceu, e de repente, não mais que de repente, eu a deixo na porta do berçário e digo "tchau, filha, mamãe te ama e vem te buscar... daqui a 8 horas!!!!!". Claro que a 'separação' não foi brusca assim, estávamos fazendo uma adaptação há alguns dias, mas na hora do vamos ver, não adianta: é um baque.

Eu pensei muito, muito mesmo, em desistir de voltar ao batente. Pelo menos por um tempo, pelo menos até ela falar, andar. Principalmente quando, já muito abalada com o retorno profissional, fui buscá-la e ela estava dormindo suspirando, como faz quando chora muito e, cansada, acaba pegando no sono. Nossa, nesse dia eu voltei aos prantos pra casa, foi muito difícil. Mas aí minha mãe disse que eu, que comecei ir à escola aos 3 anos, chorei uma semana...

Admiro as mulheres que querem e podem ficar em casa (porque é uma questão que envolve não só o lado emocional, mas o financeiro da família, nesses casos nem sempre querer é poder). Não sei como seria se EU ficasse em casa. Só posso dizer como é tendo voltado ao trabalho. Pelas manhãs ela tem ficado com o papi, que muito animado prepara a mochila para levá-la ao berçário. E à tarde vou buscá-la, cada vez vendo que ela está mais interativa e sorridente.

Praticamente todos os dias cheguei em casa e fiquei com ela no edredon que coloquei no chão da sala, só brincando e curtindo. Não que as dúvidas não continuem rondando a minha cabeça - ainda por cima, sou libriana, já cheia de caraminholas. Mas acredito que, acima de tudo, estamos passando pra ela muito amor e confiança. Mesmo na nossa ausência, ela sabe que estamos juntos. E assim, a vida volta ao normal, mas de um jeito diferente.


Nina, cada vez mais branquinha, agora encara as peripécias de sua nova fase da vida.

Um comentário:

  1. Chorei! Agora e também no meu primeiro dia de aula. E foi mais de uma semana. E eu ainda me lembro. Mas eu fiquei bem depois. A Nina mãe ficou bem depois e a nina bebê já está bem. A fase é importante. Vai ser bom pra vocês... mas chorei junto. Pelo sofrimento racional da mamãe, pelo sofrimento infantil da pequena. E chorei porque amo a Nina, o seu sorriso e o cachinho. E se eu sofri lendo isso, imagino o que vocês, mamãe e bebê inseparáveis, passaram. Mas só imagino. Vocês que entendem e sentem. beijos e fiquem bem comportadas!!! :)

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