24 de dez de 2011

Viver e não ter a vergonha de ser feliz

Quando eu era pequena e ia pra chácara da tia Rosinha em Leme, os sobrinhos sempre disputavam pra ir no carro da tia Li só porque ela ia ouvindo música animada (sambas de primeira linha!) e porque, quando chegava perto da chácara, já na estrada de terra, ela fazia zig-zag com o carro, dava brecadas tipo paradinha e garantia a alegria da criançada. A coisa era tão boba, mas a gente se divertia tanto...

Daí que o fim de ano está aí e eu até poderia fazer um balanço do que foram esses 12 meses tão intensos. Mas não vai dar: no lugar de elencar os altos e baixos, vou aproveitar o tempo que ainda resta para agradecer cada minuto vivido. É um momento que temos para respirar fundo, avaliar, rever conceitos, atitudes... e reorganizar a vida nova que em breve se inicia. E também uma hora propícia pra lembrar o quanto as coisas pequenas e simples dão o maior sentido à nossa existência.

Em casa fechamos o ano com a certeza de que estarmos juntos e com saúde é o grande presente que recebemos na vida, e que quando temos isso em mente fica mais fácil superar qualquer obstáculo do dia a dia. Parece filosofia barata, daqueles livrinhos de autoajuda, e é!, mas não perder isso de foco nos ajuda a driblar a rotina e a viver com mais leveza e alegria.   

Esta época do ano também é o momento de pensar com ainda mais carinho nos que estão longe e em breve iremos ver (vovó Sara, tia Marcela, os meus primos amados Gigi, Marcelinho e Nic), confraternizar com os que estão perto (vovó Angélica, vovô Carlos, tio Daniel, padrinhos Tatá e Bu, tio Wagner, tia Mi, primo Mattheuzinho e tio Tiago e sua família linda) e querer bem a todos os outros familiares e amigos queridos.

O que a gente espera, de coração, é que o seu Natal, assim como o nosso, seja ao lado de quem você ama, e que não falte energia para começar 2012 com o pé direito! E que, assim como uma das músicas que a gente ouvia no Chevete da tia Li, a gente não esqueça que o que vale mesmo é "viver, e não ter a vergonha de ser feliz"... #feliznatal #feliz2012 ;-)

A simplicidade e a felicidade andam juntas!

22 de nov de 2011

Ritmo e musicalidade: aprendiz de Barbatuques

A vida anda bem agitada neste mês de novembro... mamãe está correndo contra o tempo para terminar um artigo da pós e não tem conseguido postar nada, embora pense em vários temas legais para escrever. No geral Nina está uma belezinha, cada vez mais esperta e engraçada. Ah, sim, também começou uma fase meio complexa de testar os nossos limites... mas essa é outra história, que vou escrever aqui, prometo!

Enquanto isso segue um vídeo "musical" da Nina... desde bem pequena, ela sempre foi muito ligada a barulhos. Teve vários chocalhos e brinquedos musicais - e curtiu muito todos eles. Agora, descobriu que o próprio corpo emite sons, e parece aprendiz das técnicas do Barbatuques! ;)


29 de out de 2011

Nina e o livro que fez a cabeça dela #quelivro

Neste sábado (29) se comemora o Dia Nacional do Livro e para festejar a data o pessoal do Educar para Crescer fez uma ação colaborativa muito bacana. Internautas podem enviar fotos de livros que marcaram sua vida, explicando numa frase qual o motivo daquela história ser especial. Pra ficar ainda mais legal, o livro deve estar na frente do rosto (ou perto), já que o título da brincadeira é "Que livro fez a sua cabeça?".

Eu já falei várias vezes por aqui como acredito na força da educação e na importância do estímulo à leitura desde cedo (por coincidência, escrevi um texto sobre isso semana passada). O André, que também é jornalista, compartilha da mesma ideia, e nós sempre buscamos incentivar a Nina em programas culturais e que envolvam leitura. Com 1 ano e 2 meses, ela já tem vários livrinhos e vive "lendo e contando histórias" pra gente. Então, é claro que ela não podia ficar de fora do #quelivro, né? Olha que bacana o depoimento dela clicando na imagem:




Agora é sua vez: que tal tirar uma foto e mandar também? Acesse o site e participe!!! Sua foto fará parte de um tumbler muito especial!

26 de out de 2011

Inveja da Galinha Pintadinha?

Sim, a Nina pegou catapora. Não, não deu tempo de dar a vacina pra varicela. Antes disso ela acordou toda marcada. Ela é bem branquinha e os pontinhos vermelhos se proliferaram com uma velocidade incrível, deixando-a com rosto, braços, peito, costas, coxas e solas dos pés empipocados. Sobrou até pra boca: as bolinhas surgiram em forma de áfita, impedindo que ela conseguisse comer.

besuntada : pomada de calêndula e talco mentolado
E foram 15 dias daqueles: por causa dos machucados na boca, a Nina não se alimentou direito. Por causa da febre, ficou muuuito chorona. Por não gastar energia, dormia mal (e tarde). Por causa das pintinhas, deu uma trabalheira danada - banhos difíceis com permanganato de potássio, seguidos de outros "banhos" de pomada de calêndula da Weleda e talco mentolado, pra aliviar a coceira e ajudar a cicatrizar (funcionou muito). Some a isso o chororô da menina debilitada (tadinha!) e tenha uma mãe mulher à beira de um ataque de nervos (esse é o melhor título do Almodóvar, ever!).

E não tem jeito: apesar de todos os cuidados, catapora só cura com o tempo. Tem que esperar o corpo reagir, naturalmente, até a cicatrização das feridas. Como a vida não tem graça sem emoção, pra ficar melhor, o pai dela estava viajando. Bem quando o André foi passar o mês todinho fora, ela ficou doente (pensou que era mole?). E aí, me permito um #mimimi: lá foi a mãe se desdobrar em mil pra dar conta da demanda. Uma ciranda (que contribui para as minhas olheiras): o pai viaja / a filha fica doente / só a mãe cuida / o pai volta / e a filha já está nova em folha... Ainda bem que a avó Angélica veio importada de Campinas dar uma força pras bandas de cá (tadinha, como ela me ouviu reclamar da vida... ainda bem que avó é mãe duas vezes e aguenta, né?).

Bom, depois desse presentinho de aniversário - as pintinhas surgiram 1 dia depois que comemorei o meu! - a Nina volta à vida normal. Já seguiu para o berçário nesta terça-feira e, o mais importante, está super saudável, comendo bem, rindo e fazendo graça (ok, isso enche meu coração de alegria!). Pra quem achou que era fácil, foi de #chorarnocantinho. Mas meu lado Poliana resiste e vê o copo meio cheio: de um jeito ou de outro, tudo passa, e a vida segue...

21 de out de 2011

A importância da leitura e como fazê-la para bebês

Eu sou daquelas mães pessoas que acredita na força da educação como ação transformadora do mundo. Fiz magistério no colegial, onde tive a sorte de ter contato com muitos professores e pensadores que ajudaram na minha formação, no modo como vejo o mundo hoje (foi graças ao CEFAM que conheci as ideias de Paulo Freire, por exemplo, e graças à professora Delza Maria Frare Chamma que tive seminários-sem-fim da "História da Educação no Brasil", de Otaíza de Oliveira Romanelli).

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Mas, antes disso, tive em casa um dos maiores incentivos: o prazer pela leitura. Lembro tão bem da moça do Círculo do Livro indo levar a revista para minha mãe escolher os títulos... Em casa, a gente teve algumas coleções "da época", como a "Conhecer" (pra quem já nasceu na geração Google, garanto que era o máximo pra fazer os trabalhos da escola!) e a coleção do Monteiro Lobato, só pra citar duas. Ainda no âmbito familiar, minha tia Márcia, irmã da minha mãe, era professora (hoje já aposentada) e também sempre nos incentivou a ler e nos corrigiu na hora de falar o português correto. A Márcia foi minha professora na 3a. série do Dom Barreto, e eu me lembro dela reclamando do quanto eu conversava com a Lidia Schaffer - éramos ótimas alunas, mas falávamos mais que a boca!!!

Só pra se ter ideia de como os estímulos marcam as crianças, me recordo tão bem do meu primeiro livro na escola, "Zero Zero Alpiste", de Mirna Pinsky, que até hoje lembro do começo da história: "Chamava-se Daniel, mas a turma da escola apelidou-o de Zero Zero Alpiste"... Já na 5a. série, com a profa. querida (e ausência sentida) Rita Nunes, me apaixonei pela sensibilidade de Rubem Alves ao explicar as idas e vindas das pessoas no mundo em "A menina e o pássaro encantado". E por anos guardei o livro "A vaca Mimosa e a Mosca Zenilda" como relíquia, por ter um autógrafo da autora Silvia Ortoff - mais uma vez,  proeza de minhas mãe e tia, que nos levaram no lançamento do livro na extinta livraria Romana.


Eu estou escrevendo tuuuudo isso porque fiquei muito curiosa sobre um evento que vi no site do programa Papo de Mãe, da TV Brasil. É o lançamento do livro "Ops", de Marilda Castanha, sobre técnicas de leitura para crianças na primeira infância (de 0 a 3 anos). Sei o quanto a leitura é importante, mas em geral vejo dicas para crianças maiores. Como deve ser o estímulo para crianças tão pequenas?

O evento acontece amanhã, dia 22/10, às 11h, na Livraria da Vila no Shopping Pátio Higienópolis, numa parceria da revista Crescer com a Cosac Naify. O bacana também é que quem estiver lá pode participar de uma oficina gratuita com as especialistas Flávia Miranda (Escola Carlitos) e Romina Boemer (contadora de histórias), além da presença da própria autora. Eu adoraria ir, muito  mesmo... mas minha pequeNina pegou catapora e, apesar de já estar quase boa, não acho viável levá-la num lugar com outras crianças e bebês... quem for depois me conta o que rolou??

11 de out de 2011

Tenho pena do filho do Rafinha Bastos

Eu já li tanto sobre as polêmicas de Rafinha Bastos (e em especial sobre o caso que envolve Wanessa) que nem pensava em escrever nada sobre o assunto, ainda mais num blog que gira em torno do universo infantil e maternal. Quando vi este álbum no Uol minhas mãos coçaram para escrever, mas tinha coisa mais importante pra fazer que desencanei. Aí, quando li a notícia de que ele pediu demissão da Band, putz, não deu mais pra segurar.

Há alguns meses fui com o André e a Nina num restaurante japonês na rua Apinagés, em Perdizes, jantar com o casal de amigos Marcela e Andrei. A Nina fica sempre muito animada e sorridente quando vê bebês por perto e eis que chega uma moça com um menininho no colo. O bebê era um pouco mais novo que a Nina e comecei a conversar com a mãe dele, uma moça que me parecia tranquila.

Nina no sushi, já comendo de hashi...
Ela falou que o filho nunca tinha ido para o berçário e que estava curtindo a maternidade, e o garotinho brincou e sorriu feliz. Foi um encontro tão corriqueiro quanto com qualquer outra moça que estivesse carregando um bebê, fosse na padaria ou no supermercado. Depois, quando voltei com a Nina do banheiro, descobri que ela era mulher do Rafinha Bastos, e que o garotinho era Tom, filho do ator/apresentador/jornalista. Eles estavam sentados juntos, conversando com alguns amigos.

Quando vi as fotos que ele publicou no Twitter no dia em que foi afastado da bancada do CQC, me lembrei daquela moça e daquele bebê. Será que já não bastava para esse rapaz falar tanta asneira como nos últimos meses? Não seria o caso de, dessa vez, ficar quietinho num canto, aguardando a poeira baixar? Além de não ficar calado, ele publicou fotos patéticas como se não estivesse perdendo nada na vida por estar fora do programa da Band. Ninguém, vendo aquelas fotos constrangedoras, acreditou que ele estava realmente bem depois da bobagem que falou ao vivo. Por que, pelo menos uma vez na vida, o rapaz tão cheio de si não teve o mínimo de h-u-m-i-l-d-a-d-e para olhar para sua mulher com o filho nos braços e pensar: "porra, que merda que eu falei?". Seria tããããão mais digno se desculpar publicamente...

O curioso é que todas as outras polêmicas que o rapaz protagonizou lhe renderam apenas um puxão de orelha por parte da Band - e só em casos bem específicos, como já escreveu Lola Aronovich. Mas ao falar de Wanessa ex-Camargo, ele mexeu com peixe grande. Além de processar o apresentador, o marido da moça e seu sócio Ronaaaaaldo ameaçaram tirar anunciantes da emissora. Força para isso eles têm. Uma fala inconsequente atingindo a área comercial da Band? Isso ninguém aguenta e nenhum diretor segura. 

A polêmica tomou proporções estratosféricas com a ajuda das redes sociais - as mesmas que consagraram o humorista como a personalidade mais influente do Twitter (segundo o jornal americano New York Times). A piada finalmente perdeu a graça. Depois de fotos bestas e videozinhos sem graça sobre a situação, Rafinha pediu demissão. A saída da Band vai pesar no bolso do humorista. Na verdade, já está pesando: dizem que depois do episódio sobre o bebê de Wanessa, Rafinha perdeu alguns contratos publicitários por ter manchado sua imagem (mais ainda, né?).

Como mãe, eu não to nem aí pra bancada desfalcada do programa ou pro orçamento do humorista. Penso mesmo é no filho dele. A gente sempre quer que os filhos sintam orgulho da gente - mas no caso da língua ferina de Rafinha, #comofaz? O menino tranquilo que vi nos braços de uma mãe simpática e atenciosa nem sabe o que lhe aguarda. De filho de humorista divertido e/ou jornalista "engajado", o garoto ouvirá palavras impublicáveis dos coleguinhas na escola. Pior: pais servem de espelhos para seus filhos... Já pensaram como será a vida do pequeno Tom?

Em tempo I: li hoje um texto ótimo sobre a saga Crepúsculo Rafinha Bastos de Matheus Pichonelli, da Carta Capital, #fikdik 

Em tempo II: hoje é niver da mamãe, que faz 35 anos feliz demais por ter a Nina em sua vida!! Pena que o papai está viajando... quando ele chegar, vamos comemorar, com certeza!!! ;)  

28 de set de 2011

Dr. Cacá ensina a fazer "charutinho de bebê" (e a delícia de usar sling)

Imagine estar todo aconchegado num lugar gostoso, quentinho, com comida à vontade, sentindo o coração da mamãe o tempo todo... Essa é a vida de um bebezinho durante a gravidez. Coisa boa, né? Aí imagine sair daquele ninho tão perfeito e viver no mundão de #meudeus, com barulho, cheiro, ar, toque, sensações... enfim, tudo diferente! Não deve ser fácil... e muitos pediatras atribuem a esse novo momento os choros dos pequeninos. Alguns choram mais (como a Nina, como eu já escrevi por aqui), outros menos, aí vai de cada um.

A gente não tem como controlar o choro, cada bebê vai sentir de um jeito. Mas o que dá pra fazer sempre é estar sempre presente, confortar, dar carinho, colo, acolher. Nesse sentido, eu (e o André também!) usei muito sling. Quem me ensinou a usar foi a Rosangela Alves, que promove a Slingada. Ela me atendeu lá no Gama, mas para quem precisar, ela também atende a domicílio, uma fofa!

Eu percebi que a Nina ficava tão bem no sling que usava em casa, para aconchegá-la, na rua, no metrô... e usei também para facilitar a minha vida na primeira viagem internacional da pequena, quando fomos só nos duas para Buenos Aires encontrar o papai (ela tinha apenas 4 meses e foi uma grande aventura!).

Para quem não gosta ou não se adapta aos carregadores, tem outra técnica muito boa de aconchegar o neném e que acalma qualquer chorinho: o charutinho. Eu "roubei" este vídeo do Dr. Cacá, um pediatra que conheci numa slingada promovida pela Rô e que exala sensibilidade e amor por bebês. A eficácia dessa trouxinha de neném é compreensível, já que todo enroladinho e aquecido, ele tem a sensação que está na barriga da mamãe...

E vocês? Já usaram sling? Gostaram? E o charutinho, funcionou mesmo? 


9 de set de 2011

Noção de espaço e a vontade de andar de carro

A Nina, assim como qualquer bebê, está numa fase muito gostosa de descobertas. É um barato ver os olhinhos dela atentos ao mundo que a cerca, curiosos por cores, formas e texturas - para quem já leu Jean Piaget, estudioso do desenvolvimento cognitivo, é o período sensório-motor, que vai até os 2 anos (em média). É neste momento que ela começa a sua coordenação motora elementar, um momento muito bacana de interação.

Ela tem se deliciado com alguns brinquedos que ganhou no aniversário, como a cadeirinha cheia de pinos gigantes que a prima Gabi deu (ela também usa o banquinho para treinar seus primeiros passos, como eu postei aqui), além de um quebra-cabeça de fazenda que a tia Rê e o tio Marcos deram (apesar da ausência, obrigada pelo carinho de vocês!!). Porque, justamente voltando ao Piaget, nesta fase a criança não tem a coordenação "fina", e precisa mesmo de brinquedos maiores para interagir - não queira que ela encaixe peças pequenas umas nas outras, ela ainda não tem essa habilidade desenvolvida (aliás, peças pequenas para crianças menores de três anos são um perigo, elas ainda estão na fase oral (Freud), levam tudo à boca e podem engolir).

Como tudo na vida, esse desenvolvimento motor vai se aperfeiçoando, assim como sua noção espacial. Prova disso são as tentativas de descer escadas que 'não dão pé' ou subir no sofá - ela levanta a perninha e vai toda cheia de si, sem perceber que não alcança determinado lugar (inclusive, daí a necessidade de ficar de olho o tempo todo para evitar acidentes).

E como quando o assunto é bebê sempre tem uma meiguice (bebê é um ser meigo, acima de tudo!), a gente se divertiu com a Nina tentando subir no carrinho que a tia Má e o tio Andrei deram de presente (olha, que tem um buzina assim, maravilhosa, daquelas perfeitas para enlouquecer vizinhos! hehehe). Ela vai toda independente, mas não percebe que está passando a perna no lugar errado. Uma hora ela aprende... (ela é brasileira e não desiste nunca!) mas, enquanto isso, a gente se delicia com a cena!


6 de set de 2011

Os primeiros passos da Nina!

Cada bebê tem seu próprio tempo - como cada ser humano. E, com um ano (completados no dia 23/08), a Nina está no tempinho dela de arriscar os primeiros passinhos, para delírio de todos nós! O legal é acompanhar não apenas os primeiros passos, mas ver todo o desenvolvimento da nossa bebê.

Foi uma grande emoção quando a gente percebeu que ela já sentava. Sempre sorridente, ela tem se mostrado uma menina empolgada com o mundo - como imagino que deva ser grande parte dos bebês, né? Poxa, imagine, depois de uns meses de adaptação fora da barrigona da mamãe, o serzinho percebe que tem tanta, mas tanta coisa ao redor... São descobertas diárias, aliás.

em pé, toda se achando, na casa
da tia Marcela e do tio Andrei

Depois de sentar, começou a fase de engatinhar. Nossa, como foi gostoso vê-la se esforçando para alcançar os brinquedos e suas tentativas de se locomover sozinha. O mais incrível é que, por mais que a gente possa dar uma forcinha, é um momento muito do bebê, uma conquista só dele mesmo. E agora... tchanan!!! A Pipoca está toda se achando, vive ficando em pé sozinha e, feliz de tudo, segue confiante! Ela cai, levanta, senta, apoia, cai, levanta, senta... No aniversário, Nina até ganhou um brinquedo do padrinho Bú que pode servir de andador, mas ela ainda não consegue usar. Tentei ajudá-la, mas percebi que ela não se sentia à vontade ainda, então, como disse no começo do post, cada um tem um tempo e ela ainda está descobrindo o dela.

Acho que vale aqui um comentário pessoal, baseado nas minhas observações mundo afora. Os pais não têm exatamente como andar pelos seus filhos, mas alguns não entendem isso e ficam cerceando os avanços, passando medo para o bebê - medo que eles  mesmos (pais) sentem. Sabe aquele dizer do profeta carioca "Gentileza gera gentileza"? Então, o mesmo vale para a insegurança. Claro que a gente tem que ficar de olho e ajudar no que for PRECISO, mas só. Cair faz parte, é só levantar. Enfim, pra mim este momento tem sido  uma metáfora sobre como imagino/pretendo vou criar Ninoca pro mundo!  


5 de set de 2011

No colinho do papai

Das coisas gostosas que têm quando um bebezinho deixa de ser aquela coisa fofa de colo e passa a ser mais "autônomo" é poder brincar juntos. Nada se compara a alegria de ver um sorriso quando se faz uma gracinha ou perceber que, aos poucos, nossa filha vai se tornando uma mocinha!

Em casa nós gostamos de brincar no chão da sala, que embora pequena, virou uma zona de entretenimento (já falei disso por aqui!). Outro dia ficamos fazendo tanta festa e bagunça que, depois que a Nina dormiu e fui levá-la para o berço, voltei para a sala e não acreditei que só havia uma criança brincando ali, tamanha a "desordem" das coisas - neste caso, uma desordem mais do que bem-vinda!

Uma noite dessas aproveitamos que o André estava em casa para ouvir música (os presentes da prima Gabizinha são demais, valem um post em breve!) e brincar. A música do CD da Turma do Balão Mágico era justamente "Amigo Velho", e parece que caiu como uma luva para a ocasião.

23 de ago de 2011

Um ano da Nina!!! - ou um ano 'de' Nina...

Hoje a Nina completa um aninho e pela manhã eu e o André estávamos  pensando quanta coisa já vivemos nesses 365 dias de "vida nova". Foram tantas, mas tantas mudanças... internas e externas, em casa e no trabalho, como pessoas e como família. Momentos de reflexão, de alegria, de tristeza também - alguns aprendizados vem justamente de momentos mais tensos! - e, acima de tudo, de um amor infinito (realmente acertei quando dei o nome a este blog).

O mais engraçado foi perceber como a noção de tempo se transformou para nós. Enquanto sabemos que o tempo passa rápido (é o que mais ouvimos, muitas pessoas dizem sentir saudades de quando os filhos eram bebês), quando pensamos nesse um ano de vida, temos tantas recordações (o blog é prova disso!), que parece que as coisas aconteceram em bem mais que 365 dias. A conta não fecha, tá faltando dia nesse ano! [Pô, foram tantas as pessoas que nos ajudaram de diversas maneiras, até aproveitamos este momento para agradecer tanto carinho!!!...]. 

ó que fofo: o contador de dias completo!
Para mim, particularmente, foi um período de transformações intensas. A maternidade é algo que transcendeu qualquer outro sentimento que já tive, porque vivi (e continuo vivendo) diversas fases e situações que mudaram meu jeito de ver e encarar a vida. Se for pra levar em conta todas as dificuldades que enfrentei, tanto com a neném quanto comigo mesma, diria que "sobrevivi". Se for pra falar dos momentos de descobertas, meus, do André, da Nina e dos que descobrimos juntos, diria que "cresci". Mas, se for pra falar desse sentimento avassalador, que enche o peito e transborda o coração cada vez que abraço minha filha ou a vejo dando um sorriso banguela, simplesmente não tenho palavras para descrever.

Agora estamos aí, começando novas fases - Ninoca está percebendo que pode ficar em pé sozinha e está a um passinho (literalmente!) de andar sozinha - e certos de que o aprendizado, para nós e para ela, será constante. A vida é assim, né? A gente vive para aprender e crescer, e tudo fica muito melhor quando, no meio disso, tem carinho, compreensão, cumplicidade e amor.


Ninoca no parque, exercitando as palminhas: cantar parabéns é uma alegria sem fim!

* agradeço à querida @thaismaranho, que fez esta arte tão fofa com as fotos da Nina. Foi ela também quem me ajudou a remodelar o blog Nina ensina... Aos que se interessarem, Thaís faz isso profissionalmente, viu? ;)


8 de ago de 2011

Virose e os ensaios para o 1o. aniversário!

O André saiu de casa com a Nina para fazer várias coisas na rua na manhã de domingo. Ia na padaria, na loja de construção, no supermercado... Quando eu perguntei se estava tranquilo sair com ela e se a bolsinha (com fraldas, troca de roupa, mamadeira) estava arrumada, ele disparou: “com o papai, está tudo sob controle”.

Eu, que passo o tempo todo com ela ‘na função’, como diz o próprio André, ia aproveitar para tomar um banho decente 'de cabeça', tomar café numa única sentada (quem tem filho pequeno sabe como a gente aprende a divertida habilidade de fazer as refeições de forma picada!) e escrever meu projeto de TCC para a pós-graduação.

Eis que, menos de meia hora depois de sair, o papai me liga... “vai para o hospital e leve os documentos da Nina... ela passou mal”. Lá se foram as minhas esperanças de ter uma manhã de domingo razoavelmente tranquila. Ela já tinha vomitado às 6h, enquanto dormia, e tivemos que dar um banhão logo cedo, o que já tinha sido um grande susto... Mas quando cheguei no PS, o André estava branco, quase gago. Sabe aquela história “seria cômico se não fosse trágico?”. Então, isso mesmo.

O que aconteceu foi que a Nina vomitou muito na padaria, e por causa disso teve uma queda de pressão e meio que desacordou nos braços dele. Agora, imagina a situação: o super pai, que acha que tem tudo sobre controle, com a menina desmaiada no colo. Coitado, ele ficou desesperado, começou a mobilizar os funcionários, um policial que estava na porta do estabelecimento... saiu chamando o SAMU, os Bombeiros, a Swat, o Bope, qualquer coisa que os levassem para o hospital. Acabou que um funcionário da Villa Grano foi parceiro e levou os dois. Depois, ainda foi levar o nosso carro, que tinha ficado na padoca, no hospital, acredita?

Já no atendimento com a médica, a neném teve diarreia, o que sacramentou o veredito: virose. Forte, daquelas que quase desitrada. Dali pro fim do dia, a Nina ficou no soro e no Dramin. Dormiu, acordou, dormiu, acordou... mas nós só ficamos mesmo tranquilos quando ela acordou pela última vez, já corada e disposta. Estava tão boazinha que até ensaiou palminhas para o parabéns... de talinha na mão e tudo!  Ela canta parabéns e mostra habilidade para colocar a chupeta na boca mesmo com a tala do soro, uma figura! Nem se abala com o choro de outro bebê, fica de boa, bem diferente de quando deu entrada no ps.

O que mais nos marcou nessa locura toda foi realmente perceber o quanto não há domínio sobre a vida quando se tem filho. Sim, você pode até programar o que pretende fazer, mas tem que ter a consciência (e o jogo de cintura) para saber que, a qualquer momento, tudo pode mudar, e seus planos podem ser substituídos por algo inesperado. Não é fácil, mas é assim que a vida segue: diferente, mas com muito mais amor.

4 de ago de 2011

Chico Buarque, Carolina mãe e Nina filha

Cresci ouvindo minha mãe dizer que sempre gostou da música Carolina, do Chico Buarque. Gosto da  melodia,  mas confesso que achava a letra um pouco triste. Me incomodava que o 'meu olhar' carregasse tanta dor assim, me sentia alegre e feliz demais para sofrer tanto...

Carolina

Carolina, nos seus olhos fundos guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei, que não vai dar, seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar, é hora, já sei, de aproveitar


Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo, pela janela, ah que lindo
Mas Carolina não viu...

Carolina, nos seus olhos tristes, guarda tanto amor, o amor que já não existe,

Eu bem que avisei, vai acabar, de tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar, agora não sei como explicar


Lá fora, amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu.

Depois, já na adolescência, quando conheci de verdade o Chico - e mais um monte de gente boa da MPB, graças aos discos da minha mãe e da minha tia - entendi a beleza da letra (até por contextualizá-la na carreira do autor). E o Chico foi virando uma referência: os LPs da Philips, o programa Chico & Caetano da TV Globo, a fita K-7 de Paratodos... Quando ele lançou a turnê Carioca, em 2006, fui ao show com a minha mãe. Ela veio de Campinas só para isso. Foi muito emocionante, afinal de contas, nós estávamos vendo o Chico, né?

Aí que descobri que ele escreveu uma música chamada Nina para o novo disco dele. Nossa, pirei. Nina, minha filha que está prestes a completar 1 aninho dia 23, ganhou uma música daquele belo par de olhos azuis, em parceria com João Bosco. Fiquei pensando o que será que ela vai achar da letra quando lê-la e puder entender...

Talvez para ela Chico será "apenas" um cantor que usava uma gola rolê e fazia as meninas suspirarem - do século p-a-s-s-a-d-o, é claro. E quando souber que mamãe e vovó bombaram no show: vai achar legal, suuuper legal ou... bobo? Não sei, só sei que por ironia do destino ou coincidência, a canção foi escrita em 2010, ano em que a minha Nina nasceu...  

Nina

Nina diz que tem a pele cor de neve
E dois olhos negros como o breu
Nina diz que, embora nova
Por amores já chorou
Que nem viúva
Mas acabou, esqueceu

Nina adora viajar, mas não se atreve
Num país distante como o meu
Nina diz que fez meu mapa
E no céu o meu destino rapta
O seu

Nina diz que se quiser eu posso ver na tela
A cidade, o bairro, a chaminé da casa dela
Posso imaginar por dentro a casa
A roupa que ela usa, as mechas, a tiara
Posso até adivinhar a cara que ela faz
Quando me escreve

Nina anseia por me conhecer em breve
Me levar para a noite de Moscou
Sempre que esta valsa toca
Fecho os olhos, bebo alguma vodca
E vou



Abaixo, tem Chico e João Bosco conversando em um dos vídeos do projeto Chico Bastidores, parte do lançamento do CD Chico e, na segunda parte, ele canta a linda Nina. Pra morrer de emoção! <3 


Watch live streaming video from chicobastidores at livestream.com

28 de jul de 2011

O primeiro corte de cabelo a gente nunca esquece

A Nina nasceu super cabeluda e com os fios pretinhos. Com o tempo, o cabelo foi clareando e hoje é castanho, com nuances de dourado. Mas, o que nunca mudou foi a (grande) quantidade de fios. A gente percebeu que eles caíam porque ficavam no travesseiro, mas ela nunca ficou careca. Ao contrário. Com 11 meses, já estava na hora de cortar a franjinha - o coqueirinho, como a gente chamava a chuquinha, que já estava mais pra palmeira imperial, tamanha a altura do rabinho. E aí que só mesmo com muita técnica pra não deixar a menina com cara de doida, com aquelas franjas mal feitas (quem já cortou a própria franja e se arrependeu depois põe do dedo aqui...). Além de querer o mínimo de simetria, cortar as madeixas dela também tinha um caráter sentimental, pois queria muito que fosse com uma pessoa especial!

É que eu corto cabelo com o Paulo há quase 20 anos. Comecei ainda no colegial, quando ele era assistente de um salão do bairro Cambuí, em Campinas. Foi minha tia Márcia que o conheceu e indicou. De lá pra cá, o Paulo virou o PH Institute, num ambiente super gostoso da rua Prisciliana Soares - e que vai ficar ainda melhor com as mudanças de uma reforma bárbara no local. Já eu saí de Campinas e fui morar em Bauru, depois em Londres, depois em São Paulo... e sempre pedia para a minha mãe negociar um horário para corte "no fim de sábado". E ele sempre me atendeu, nunca fiquei na mão.

Então fomos nós três (eu, Nina e André) para o salão, para este momento tão divertido juntos. Enquanto eu segurava a Nina na cadeira, o PH mostrou técnica e agilidade invejáveis para cortar as madeixas sem que ela desse chilique (ela também é bem educadinha, diga-se de passagem, hehehe). Foram quatro tesouradas e pronto, surgiu uma franjinha foooofa! O papi aproveitou para registrar todo o momento, como a gente vê nas fotos abaixo, ou neste álbum de fotos. A Manu, sobrinha do PH, também deu a maior força, foi uma graça!

Sabe, num tempo em que a vida e as relações parecem tão descartáveis, fico feliz de ter esse vínculo tão duradouro. Porque amizades assim são capazes de fazer com que um simples corte de franja se torne um  momento especial. Ou será que "virei mãe" e estou sentimental demais? ;) 

De bochechas rosadas, ela espera pelo novo look!

PH, o "autor" da franja da Nina!

26 de jul de 2011

Dia da avó e a alegria de ter bisa

Hoje é o Dia da Avó e a Nina tem a maior sorte. Além das vovós Angelica e Sara, ela ainda tem a minha avó materna viva e lúcida. Tá certo que a bisa Íris anda meio esquecidinha, é bem verdade, mas nem por isso é menos graciosa. Aos 92 anos - completará 93 em outubro - ela tem seis netos, três bisnetas (Nina, Tatá e Gabi) e mais dois bisnetos a caminho (o Guilherme e o Léo, das primas Lu e Paula).

Eu mesma tenho muitas lembranças queridas dos meus avós. O pai da minha mãe, o vô Wilson, era muito carinhoso com os netos.  Ele trabalhava em outra cidade,  e quando chegava no fim de semana, trazia figurinha dos ursinhos carinhosos pra mim e pra Paula. Era também um pé de valsa de primeira, e me ensinou vários passos de dança de salão. 

Já a bisa é uma figura. Nascida em sampa numa família vinda da Itália, a vó Íris sempre foi vaidosa e divertida. Eu adorava voltar da Unesp em Bauru pra Campinas nos fins de semana, só pra levá-la na feira hippie do centro de convivência.  A gente comprava íma de geladeira escondido da Li e acabava a manhã tomando água de coco. Foi com minha avó que eu aprendi o que era pechinchar na feira! Quando ela ficava brava com os netos, dizia que ia dar uma "surra com cinta de correiada", mas nunca deu nem uma palmada em nenhum dos seis!

Quando meu vô morreu, em 97, eles tinham completado 53 anos de casamento. Mexendo nas coisas dele, minha tia encontrou umas folhas secas enroladas num papel. Minha avó viu e se pôs a chorar: ele tinha guardado um cravo, que ela tinha dado como presente ainda na adolescência. Adoro essa história de amor!

A Nina ainda não conhece a vovó Sara, que mora em outro país, mas em breve será paparicada por ela. Também não vê toda hora a vovó Angelica, que mora em outra cidade. Mas, nem por isso deixa de ser mimada pelas duas (e pelo vô Carlos, outro babão!). E eu fico feliz, por saber que minha filhota também terá boas lembranças de seus avós...

Ninoca de mãos dadas com a bisa Íris...
Várias geraçãoes e um único amor!

20 de jul de 2011

A difícil tarefa de educar sem mimar

Na semana passada, um texto da jornalista (e mestre!) Eliane Brum bateu forte nos meus pensamentos. Meu filho, você não merece nada, publicado na coluna semanal Nossa Sociedade, da Época online, repercutiu em redes sociais e causou comoção entre muitos colegas. Eliane fala de pais que não querem “frustar” filhos, mas acabam criando adultos que não sabem lidar com a vida – ou melhor, com as dificuldades inerentes a ela.

Engraçado como é quase instintivo querer ‘proteger’ acima de tudo (e de todos) um filho, mas blindá-lo frente às dificuldades do mundo pode gerar o efeito contrário. Porque as barreiras da vida servem para serem superadas, e a cada novo passo há de virem junto novas vivências, um novo entendimento. E aí, uma nova experiência. Não é à toa que as pessoas mais velhas são consideradas mais experientes – se tivessem sido blindadas a vida toda, será que seriam merecedoras desse título de vida? O fato é: crescemos conforme aprendemos.
 
Eu nunca consegui deixar a Nina chorando sem confortá-la. Nos primeiros meses de vida ela chorou copiosamente, praticamente todos os dias. Quem viu, vai lembrar do que estou falando. Tinha um chorinho manhoso lindo, mas tinha também o choro que não parava: a gente trocava fralda, dava mamar, pegava no colo, deixava no berço, andava, sentava, cantava, praticamente assoviava e chupava cana... e nada dela parar. Como essa situação me desgastou demais emocionalmente, me acostumei a não deixá-la chorando em outras situações. Se ela está no berço, no cadeirão ou no chão, e começa a chorar, eu logo tento acalmá-la, para que se sinta segura.

Daí que, com essa atitude e o texto de Eliane, me questionei. Será que sempre acalantá-la de bate pronto frente a um chorinho é a melhor atitude? Será que não estou me precipitando quando deixo de fazer algo que preciso só para pegá-la no colo porque ela não quer ficar no chão? Como caminhar na linha tênue entre educar e mimar? Confesso que vou terminar este post sem dar a resposta, e pode ser que passe a vida sem saber respondê-la...

Ninoca Pipoca toda independente:
se joga, filha, que nós estamos aqui pra te apoiar!


13 de jul de 2011

Rock para ouvir, vestir e ler... #diadorock

Hoje é o #diadorock e as redes sociais estão bombando com listas, frases e músicas sobre o assunto. Aí, pra quem pensa que 'mamãezinha & afins' não tem nada a ver com rock'n'roll, lembrei dos primeiros CDs que comprei pra Nina, logo no início da gravidez: Beatles, Pink Floyd e Rolling Stones em versões de canções de ninar. Depois a pequena também ganhou o do U2 da tia Pati, como eu comentei neste post. Uma das coleções mais famosas e completas é da Rockabye Baby, que hoje tem um catálogo beeem diversificado, vale a pena visitar o site. Quem não quiser comprar o CD pode encontrar links de rock em versão de ninar no Youtube.

Além de familiarizar filhotes com música (e música de qualidade!), os amantes de rock podem apostar num visual, digamos assim,  mais radical para bebês. Já há uma quantidade razoável de marcas de roupas que usam estampas bem mudééérnas, com ícones da música, dizeres divertidos ou outros desenhos descolados, como caveiras e morcegos (acreditem, tudo muito fofo!).

I Can't Get No Satisfaction!!! ;)
Entre as marcas legais que eu conheço estão a Metamorfose Ambulante (a minha preferida é a camiseta do Bob Marley, não é rock, mas eu adoro!!), a Rock me babies (tem tapa fraldas fofos!) e a Baby Rock (este site, inclusive, é demais, tem uns disquinhos para você escolher uma música, coisa fina). A Mini Humanos (adoro esse nome!) também tem uma linha baby rock com vestidos, babadores e até almofada no formato de guitarra. O legal é que todas estas marcas têm lojas que vendem pela internet, então dá para comprar de qualquer lugar do Brasil.

Além de ouvir e vestir, fica por último a dica do livro O Pequeno Livro do Rock, de Hervé Bourhis (vi no blog Pequenos Leitores, via Sam Shiraishi). Segundo Sam, o livro é uma história cronológica do rock em desenhos, para filhos e pais lerem e curtirem juntos. Veja mais aqui. Agora tchau que tem uma roqueirinha bombando aqui na sala de casa...

11 de jul de 2011

Corre, Giovanna Antonelli, corre!

“É piração cobrar boa forma logo após o parto”. Esta era a chamada de capa de uma revista de celebridades com a atriz global Giovanna Antonelli, que há menos de um ano deu à luz gêmeas e já é mãe de um garoto de 6 anos. Num primeiro momento, meu reflexo foi concordar com ela. De fato, para a maioria das mulheres é muito difícil voltar à “boa forma” logo depois da gravidez. E é isso mesmo. Depois, em casa, refletindo sobre a cena como um todo – a frase na capa da revista na banca – pensei sobre como as aspas soam engraçadas naquele contexto.

Parece que no Brasil uma mulher que use manequim 42 é gorda. Se for 44 então, obesa, tipo baleia-orca-assassina. Se você não tem o peso entre os 50 e poucos que as ‘musas’ das revistas juram que têm, corra pra esteira (corra mais ainda NA esteira!). E por mais que você se sinta bonita, desejada e, principalmente, feliz, fora dos “padrões” de beleza, algumas situações fazem o desserviço de despencar sua autoestima para o dedinho do pé.

Folhear revistas de celebridades na manicure pode ser uma delas. Você tá lá, linda e feliz fazendo a unha no salão pra ficar mais jeitosa, e cai na besteira de pedir a ‘revista da semana’ para saber das novidades. Aí você começa a ver fotos de mulheres magérrimas, lindas (e loiras, muitas vezes), e vai se afundando na cadeira. Aí, lê uma delas dizendo que mantém a ‘ótima’ forma de 52 quilos com dieta e malhação e pensa que não chega nesse peso nem se passar um ano a pão e água – ou só água mesmo. Um momento que deveria ser de relax e alegria, vira um martírio, e apesar de você deixar o recinto com as patinhas da cor da moda, vai pra casa pensando que é gorda e tem que emagrecer – e só.

Aí você engravida, tem filho e vê celebridades que em dois meses após o parto estão lindas (lê-se magérrimas). E o que a mídia faz? As coloca em capas de revistas e matérias de TV como grandes ‘exemplos’. Esfregam as fotos no seu nariz e você se sente, no mínimo, incompetente. Ninguém fala de verdade o quanto é difícil pra cacete perder peso, ainda mais quando se tem um bebê em casa (e a vida fica ainda mais corrida). Ninguém esclarece que essas “divas” têm uma baita estrutura que as permite fazer uma, duas horas de academia por dia (com personal, claro!), enquanto a babá olha o filho, a empregada arruma a casa, a cozinheira faz a comida light e o empresário fecha novos contratos. E, pior, se uma beldade está na casa dos 60 quilos, ou um pouco acima, suas fotos têm como chamadas “fulana aparece com quilinhos a mais”. 

Mamãe-gordinha: a calça não fecha, mas o coração transborda! 

Não estou dizendo que eu gosto de estar acima do peso. Não gosto, mesmo. Quando voltei a trabalhar e passei a deixar a Nina em berçário, aproveitei um tempinho livre e ralei muito para queimar gordura. Ainda estou ralando. Mas é porque quero me sentir bem. Quero vestir uma roupa e me sentir confortável. Quero ter saúde pra levar minha filha no parque e rolar com ela na grama. Ter força nos braços para carregá-la no colo, músculos das coxas que aguentem colocá-la na cadeirinha da bicicleta. E, claro, quero me sentir bonita e atraente (não dá pra virar mãe e esquecer de mim, mas isso não significa que eu tenha que pesar menos que um número pré- determinado de quilos ou usar um número específico de jeans).

Então, Giovanna, sua linda! (eu acho você linda, mesmo!), fica engraçado ler o seu ‘desabafo’ na capa de uma revista que só vende justamente porque é recheada de mulheres magras e belas. Fiquei aliviada quando percebi que você, estrela top, também sofre para ‘voltar ao normal’ após ter filho. Te agradeço profundamente pela declaração, e espero que isso ajude a mudar a cabeça das leitoras, e quem sabe a cabeça dos editores de publicações, e quem sabe a cabeça do mundo da moda... e por aí vai. Efeito dominó, sabe? Que não falte saúde pra você cuidar das suas filhotas e seu filho, nem pique pra você continuar correndo pelas orlas cariocas. Corra, Giovanna, corra! De casa espero te ver mais redondinha na TV, servindo de exemplo para muitas telespectadoras!  

8 de jul de 2011

A noite em que minha mãe surtou

Se a Nina falasse, com certeza teria dito isso esta semana. Sério, surtei. Se alguém que lê este post tem a receita para não se descabelar diante de noites muuuito mal dormidas e falta de rotina, me passe. Estou de caneta na mão para anotar t-u-d-i-n-h-o. Já nem uso mais a palavra cansada. Comigo é só “exausta”. Me faz lembrar do meu terapeuta. Carinhosamente ele me chamava de Fernanda Montenegro, quando se referia aos meus talentos “artísticos” (leia-se aqui minha capacidade ‘dramática’ de exagerar nas coisas/situações/sentimentos). “Exausta” pode até ter a ver com esse lado, mas não deixa de ser verdade.

Eu sei que as coisas se acertam, que a neném vai crescer e tudo vai melhorar (na verdade, serão outras demandas...). Sei também que ser mãe é a coisa mais maravilhosa que pode acontecer a uma mulher (é clichê, mas é verdade). Mas duas coisas não devem mudar tão já na minha vida: o fato do pai dela viajar muito e não ter horário pra nada, e a falta de ter alguém pertinho de casa, pra me ajudar com as demandas do dia a dia. 

Ninoca bombando com a blusa que a tia Tatu trouxe do Peru!
Tenho muitas amigas queridas que sempre se oferecem pra dar um help (adoro todas!) e duas cunhadas (Mi e Lu) que também super estão a fim de dar uma mãozinha, ou mesmo minha mãe, que numa necessidade já aprendeu a descer do Cometa na ponte do Piqueri e seguir de táxi pra minha casa (ó, que descolada!). Agradeço de coração o apoio de todas elas. Mas, sinto falta de ter alguém pra dar uma olhadinha enquanto tomo um banho decente (leia-se lavar o cabelo), ou tenho que ir ao supermercado. Na hora em que gostaria de ter a liberdade de ir ao banheiro (fazer a unha então, virou luxo!). 

Antes de atirar a sua pedra (sim, sei que muita gente pode achar que estou reclamando de barriga cheia), pense que quando digo não ter ninguém perto, é exatamente isso: a não ser que eu pague uma babá pra dormir em casa – o que está fora do meu orçamento – dependo só de mim. (Justiça seja feita: o André é um mega pai, suuuuper ajuda, é uma graça. O problema é que não está em casa sempre...).

E aí, surtei: passei todas as madrugadas desta semana em claro por causa do nariz entupido da Nina (e desde quarta, o André viajando...). Tadinha, ela chorando sem respirar e eu chorando de sono e cansaço. Enfim, entre tantas outras coisas que permeiam o momento que estou vivendo – este post rende assunto até, né, minha gente?, sinto que só mesmo tendo fé para seguir sem cortar os pulsos (bom, aqui é sentido figurado). Me apoio na graciosidade da minha pequena e nos incontáveis sorrisos banguelas (maravilhosos, por sinal) para respirar e pensar: vai dar certo. Sim, vai dar certo. Na verdade, já está dando. E, no fim, a Nina terá um belo roteiro de Almodóvar pra contar...

30 de jun de 2011

Bisfenol-A com os dias contados

Quem tem filho pequeno (ou convive com o universo infantil) já deve ter visto produtos que trazem o selo "livre de BPA"ou "BPA Free". São mamadeiras e chupetas que não contém Bisfenol-A, uma substância química usada na fabricação de diferentes plásticos (e no interior de latas de bebidas). O problema é que, após vários estudos pelo mundo, ficou comprovado que o BPA pode causar diversas doenças, desde puberdade precoce até mesmo câncer. A coisa é tão séria que o uso da substância já é proibida em muitos países, como Canadá, China, Malásia e Costa Rica, além da Comunidade Europeia e em 11 Estados norte-americanos.

Aqui no Brasil, até então, o uso do BPA é liberado e os produtos que não contém a substância são, em geral, mais caros que os que possuem - coisa do tipo: se você não tem dinheiro para pagar mais, corre o risco de morrer de câncer ou como se as empresas que não usam BPA merecessem ser "premiadas" pelo preço maior.

Enfim... o fato é que, a querida cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, deu o primeiro passo para mudar esse cenário tupiniquim. A cidade da pamonha é o primeiro município brasileiro a proibir a venda de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham Bisfenol-A. A lei municipal já foi aprovada na Câmara e deve ser sancionada pelo prefeito nos próximos dias.


Eu li essa notícia na seção de Equilíbrio e Saúde da Folha.com e fiquei ainda mais animada com o último parágrafo do texto: "Em âmbito nacional também está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei do deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) que proíbe o uso do bisfenol-A em mamadeiras e produtos destinados ao consumo em todo o território nacional". Ou seja, as mamadeiras & afins de plástico sem BPA devem virar um padrão nas prateleiras, e não excessão ou artigo de luxo.  

29 de jun de 2011

Adeus à coca-cola e outras guloseimas (a introdução alimentar da Nina)

Não, a Nina não toma refrigerantes... ainda. Digo ainda porque sei que, em determinado momento da vida, será impossível impedi-la de experimentar refrigerante, assim como outras guloseimas (balas, doces & afins). O fato é que tomar um copo de coca-cola ou comer um chocolate não é um drama em si: o problema é quando se come isso. Aí sim, as coisas estão equivocadas. A criança não nasce sabendo qual o sabor do chocolate, de um copo de guaraná ou de um pacote de salgadinho, por isso não vai sentir vontade de comer, até que, por algum motivo, experimente. Então, enquanto ela não experimentar... Por isso acredito na importância de apresentar o máximo de alimentos saudáveis enquanto ela é bebê, durante a introdução alimentar.

Desde os 6 meses ela toma água de coco e come papinhas de verduras e legumes, além de mingauzinhos de frutas. Aos 8 meses, começou a comer carne e frango batidos. E agora, aos 10 meses, come várias frutas, canja e até bolacha de  maizena (essa é só pra segurar e se lambuzar!).  Ela ainda não tem nenhum dentinho, apesar de viver coçando a gengiva e babando horrores, então todos os legumes têm que estar bem molinhos. No começo, batia tudo no liquidificador, agora já estamos numa fase de só amassar, pra deixar mais consistente.

Mas... (ah, sempre tem um maaassss!) de umas semanas para cá, está bem claro que para garantir uma boa introdução alimentar é necessário que eu e o André também sejamos um bom exemplo. Isto porque a Nina está na fase de querer comer o que nós estamos comendo. Em casa nós já temos bons hábitos, como comer muita salada, legumes e frutas. Também adoramos ir à feira aos domingos, é como um passeio pela manhã. Só isso já vai ajudá-la a discernir entre um pé de couve e um de espinafre (lembram do vídeo que postei por aqui sobre consumo infantil, em que a menina não sabia o que era uma abobrinha?).

Então, como acreditamos que podemos fazer mais, já temos um combinado: adeus à coca-cola na mesa!... Como dizer para a pequena que coca-cola ou qualquer outro refrigerante ou suco em pó não é exatamente saudável se nós estivermos bebendo? Eu acredito que coerência é importante na hora de educar, aliás, essencial (assim como a conversa, a confiança...). E isso muda tudo! Ah, claro... como boa libriana que busca o caminho do meio que sou, também não quero criar minha filha numa bolha: a alimentação tem que ser saudável, mas sem ser radical... uma casquinha de sorvete pode!! (mas só, às vezes, e por enquanto, sem sorvete, claro!!).

Além do brócolis, abobrinha e espinafre, se lambuzar com a casquinha de sorvete
também faz parte da infância!  (guloseima "introduzida" pela fanfarrona tia Bá!)

21 de jun de 2011

A gente se diverte (muito) com pouco!

É engraçado como bebês se divertem com objetos inusitados. Apesar de vários brinquedos coloridos e barulhentos, vi a Nina se encantar por dois itens bem simplesinhos: uma caixa de papelão e uma garrafa pet de dois litros.

A caixa virou um “carrinho”, quase um vagão. Eu a coloco dentro, e vou puxando pelo tapete, deslizando e fazendo altas manobras. Uma brincadeira que arranca sorrisos banguelas maravilhosos. Já a garrafa pet foi incrementada por inúmeras miçangas e virou um chocalho gigante (para o tamanho da Nina, claro). #meudeus! Ela bate tanto a garrafa no chão (no tapete, na cadeira, no sofá, na cabeça, na perna...) que parece alucinada pelo som e movimento das peças!

Um dos cuidados, claro, é deixar a garrafa beeem fechada, para que ela não consiga abrir. Outro, é ficar sempre perto, supervisionando os movimentos (isso eu já faço mesmo, porque prestes a completar 10 meses, a Nina já fica em pé segurando em móveis, e tenho receio que ela se machuque).


Promoção: compre fraldas e leve uma bebê fofa de brinde!!! hehehe

Eu me lembro que na minha casa de Campinas tinha três cadeiras de ferro. A gente colovaca o encosto delas no chão e, como ele era redondo, brincávamos como se elas fossem um balanço. Rolavam altas manobras na sacada, era muito emocionante (!). Também me lembro de uma brincadeira tãããão boba, mas igualmente divertida: ficava em pé girando, girando, girando... até ficar tonta e cair no chão. Ai, que sensação maravilhosa de ver o mundo, literalmente, rodar! (eu avisei que era bobo! rs).

Essas lembranças de minha infância e as brincadeiras com a Nina me dão uma certeza: quando a gente é criança, precisa de muito pouco para curtir um momento e gargalhar da vida (e isso é tão contagiante que não é à toa que bebês rindo são os vídeos mais bombados da internet). E aí, me pergunto: por que será que para muitas pessoas adultas, ser feliz parece uma 'tarefa' tão difícil?

Abaixo, a Nina e sua garrafa. Faltou luz pra gravar, mas sobrou energia!


14 de jun de 2011

Nasce uma artista (???!!!)

Fui buscar a Nina no berçário e eis que quando chego na porta da sala, vejo este desenho da baby:


Claro que ela ainda é nova para mostrar qualquer tipo de habilidade artística, mas diariamente ela tem atividades com música, pintura e brincadeiras, que servem, no mínimo, para entretê-la. E isso já é de bom tamanho para uma bebê que fica horas no mesmo lugar.

Não que eu seja a favor de uma rotina dura e intensa de atividades para pequenos. Claro que não seria saudável, muito menos viável – os bebês se encantam por muitas coisas ao mesmo tempo, são “dispersos”, o que é ótimo, já que estão descobrindo um mundo novo a cada momento. Mas também acho divertido que eles possam ter um momento de uma atividade em conjunto, por mais simples que ela seja (tem dias que a brincadeira do dia é simplesmente  cantar e bater palminhas).

Em casa, percebo que ela tem superado obstáculos a cada dia. Antes só ficava no tapetinho de EVA, depois foi expandindo seu espaço de ação para boa parte da sala e agora já engatinha pela casa toda – coisa mais linda é ver aquele bumbumzão de fralda correndo atrás de mim no corredor!

23 de mai de 2011

Baús da felicidade

Hoje a Nina completa 9 meses e a cada dia a nossa casa vai ficando mais com cara de "casa que tem criança". Além da presença do cadeirão para as refeições e o cercado na sala, agora os brinquedos começam a tomar conta do pedaço. É divertido vê-la brincando, engatinhando feito louca por todos os cantos, pegando os brinquedos e levando de lá pra cá, na maior energia.

Para tentar organizar a bagunça (tentar gente, porque sei que arrumadinho, arrumadinho, não vai ficar mesmo!), ganhei um baú da minha madrinha Gilda, que uso para colocar todos os brinquedos. Ele é de madeira, e prendada como é, minha madrinha caprichou no presente e fez uma pintura super fofa, que combinou com o quarto da Nina:

Bagunça boa fica arrumada no baú de madeira!
Aí, eis que há algumas semanas eu estava tentando organizar dentro do armário a pequena bagunça de sapatos e meias que tomava conta da gaveta. E não é que aí minha tia Márcia me deu um outro baú, um pouco menor, mas perfeito para o que eu estava precisando? Ele é feito de scrapbooking, uma delicadeza só. Sem contar que a tia coruja encheu o baú de presentes para a sobrinha-neta, uma coisa fofa:

Baú de scrapbooking para organizar sapatinhos e meias!
Esses presentes têm coisas em comum, além do fato de serem baús. Os dois foram feitos à mão especialmente para a Nina. Claro que todo e qualquer presente, visita, telefonema, enfim, qualquer  manifestação de carinho já é super válida, sem dúvida. Mas você bolar uma peça exclusiva já pensando em quem vai presentear é mesmo muito especial - quem faz trabalhos manuais entende bem o que estou dizendo. Silvio Santos não tem ideia de como um baú pode mesmo trazer felicidade.

13 de mai de 2011

O escândalo na cadeirinha do carro

Esta semana a Nina começou com uma atitude bem chatinha. Ela não quer mais sentar na cadeirinha do carro - e, mais que isso, dá um verdadeiro escândalo quando a gente tem que colocá-la lá. Tudo bem que eu acho ótimo que ela tenha personalidade e tal, mas, na boa, ficar duelando com ela para sair de carro estava fora dos meus planos.

Numa manhã em que eu já estava atrasada para o trabalho, ela deu um verdadeiro baile nessa mãe que vos escreve. Sério. Nunca pensei que uma bebê que nem completou 9 meses tinha tanta força. A bichinha começou a esgoelar e parecia que, invés de tentar colocar o cinto de segurança eu estava batendo nela. Batendo não, pelos berros seria espancando mesmo (cruz credo, nem de brincadeira quero pensar nisso!).

O fato é que ela se esticou todinha e ficou com as pernas retas e duras, eu não conseguia fazê-la sentar de jeito nenhum! Foi um sufoco. Eu comecei tentando conversar, ela berrou, tentei acalmar, ela chorou, tentei colocá-la sentada, ela se contorceu, comecei a suar e ela me arranhou, mostrei um brinquedo, ela arremessou longe, estava quase afivelando o cinto... e ela virou! Sim, virou na cadeirinha e ficou de bruços!! Ai, me deu vontade de passar o cinto daquele jeito mesmo, e aí, ao invés de ir pro berçário conversando com ela tipo "oi filha, dormiu bem?" o diálogo seria "oi, bumbum, tudo beleza?". Sério, é de perder a esportiva.

Essa carinha de levada já diz tudo, né?
Não acredito que uma bebê tão novinha faça birra. Sinceramente, não acho que ela tenha discernimento a ponto de saber o que está fazendo, portanto não acho que seja intencional. Mas, a verdade é que não entendo o porquê deste comportamento. Imagino que algumas mães que têm filhos mais velhos e estão lendo este post devem estar rindo de cantinho de boca, porque já passaram por isso. Conversando com alguns amigos que têm filhos e carro, todos disseram que é um comportamento bem corriqueiro. No fundo, isso me aliviou. Agora, só preciso descobrir um jeito de conseguir amenizar essa situação, de acalmá-la para que ela não chore na hora de sair de carro. Como?! Se eu descobrir, juro que escrevo (e se alguém também tiver alguma dica, PLEASE, me ajude!!!!!).

9 de mai de 2011

Sorte minha de ser sua mãe!

Pensei em escrever ontem, mas como comentei com duas amigas, me dei folga do mundo virtual no domingo para curtir exclusivamente minha pequena. É, porque afinal, sem ela, eu não teria o que comemorar como mãe ("apenas" com a minha mãe, claro).

Depois de um almoço em família - eu, Nina e André! - fiquei em casa sozinha com ela, já que o papai foi garantir o leitinho da casa no clássico do Pacaembu. Pensei em sair, tinha até combinado de andar por aí, pela av. Paulista de meudeus, mas acabei arregando, só para ficar paquerando a Nina, e perceber o quanto ela está ficando mocinha! Ok, aos oito meses e meio ela ainda é uma bebezinha fofa, mas já se mostra independente para algumas situações (como sair escalando sofá, armário e cadeira) e cheia de personalidade (que até parece 'birra', quando se joga para trás quando está insatisfeita com algo).

Aproveitei o momento para relembrar quanta coisa já vivi como mãe - os primeiros meses tão difíceis, os chorinhos apaixonantes, o duelo com o sono, nossa aventura em Buenos Aires e até as lembranças do barrigão antes da chegada da Nina. O tempo ganhou um jeitão todo malemolente, as lembranças pareciam distantes e próximas.

Olha, não é fácil ser mãe, ainda mais quando a gente tem que fazer malabarismo para conciliar com a nada fácil vida profissional, com as coisas da casa, com o relacionamento, enfim, com outros papéis que desempenhamos além daquele de cuidar de um serzinho tão dependente. Por isso, quando vejo a Nina bem e feliz, engatinhando feito doida e dando o maior trabalho, sinto muita alegria e a sensação de que sou capaz, sabe?

Ah, claro, e no fim do domingo, pegamos no sono juntas, curtindo o frio do fim de tarde. E uma única certeza pairou no ar: que sorte a minha de ser mãe da minha filha!


Nina e sua pinta de menina-conversadeira... toda cheia de charme aos 8 meses e meio!

Em tempo: na semana passada fiz um encontro antecipado de Dia das Mães em Campinas. Vi minha mãe Angélica (que está super gripada, tadinha!), minha vó Íris (a bisa saiu do hospital e está em casa!), minhas tias-mães Li e Márcia, minha mãe-madrinha Gilda e minha prima Paula, mãe da Gabi e de outra fofurinha que deve chegar em novembro e aguardamos ansiosos! Foi um fim de semana que confirmou a ideia de que não é uma data "comercial" que faz o evento, mas sim as pessoas reunidas! Amo muito todas elas...

Em tempo 2: sábado a tia Mi e o tio Tinho se esbaldaram com a Nina no colinho, enchendo-a de carinho! E o primo Mattheus foi um charme só, falando toda hora "a Nina, a Nina", do alto dos seus um ano e onze meses! E ontem, pra fechar o dia, a vovó Sara viu a Nina pela webcam depois de um tempão!!! Ela ficou tão feliz, que nos deixou super feliz também!!! Em breve a Nina vai curtir a Sarinha, tia Marcela e os primos queridos de NY!!!

6 de mai de 2011

Criança, a alma do negócio (ou "TV, a grande vilã?")

Lembra de quando eu escrevi o post Adoro ser perua, sobre roupas de marca & afins na infância? Pois bem, para quem gosta do assunto e quer ter uma visão mais, digamos, mercadológica da questão, vale a pena assistir à Criança, a alma do negócio, da diretora Estela Renner.

O vídeo é curtinho, mas tem depoimentos bem interessantes sobre a relação consumo x criança, e serve de alerta para pais que acreditam estar “apenas” entretendo seus filhos deixando-os por horas na frente da televisão.

Para mim, os depoimentos das meninas a partir dos 6min15seg do vídeo são marcantes. Que mundo nossas crianças conhecem? Que valores aprendem? Me veio o questionamento... Do que eu preciso para ser feliz e saudável? Aliás, do que eu realmente “preciso”??!


3 de mai de 2011

O primeiro galo a gente nunca esquece

Ontem fui buscar a Nina no berçário e lá vem a tia com ela no colo... E a testa cheia de pomada! Ela tinha um calombo no canto direito da testa, porque bateu na porta da sala. Nossa, sério, meu coração disparou, não conseguia nem falar direito. Ela estava naquele fim de choro de quando chora muito e fica respirando fundo, quase dormindo.

A primeira coisa que pensei em fazer foi não deixá-la dormir, porque ela tinha acabado de bater a cabeça. No carro, fui conversando bastante para que ela não cochilasse na cadeirinha. Aí cheguei em casa e me senti perdida. Ela estava bem, eu tentei entretê-la ao máximo, coloquei bastane gelo no galo e ela acabou indo dormir quase três horas depois do pequeno acidente (tempo suficiente para ter dado algum revertério, se fosse o caso). O André está viajando e me senti tão sozinha... Liguei pra minha mãe e ela me acalmou.

Não tem jeito, sei que outros tombos virão, e a gente tem mesmo que ficar de olho. A Nina está engatinhando loucamente, mas o que ela está doida mesmo é pra andar. Está na fase de ficar em pé sozinha, vai escalando cadeira, sofá e tudo o mais que vê pela frente. No berçário, se apoia nos amiguinhos para subir – como diz uma cuidadora de lá, “está terrível”.

Mas o que mais me marcou, do fundo do coração, é que caiu a ficha de que nem sempre poderei estar perto para cuidar dela o tempo todo, e ainda que esteja o máximo de tempo possível, não tenho como preveni-la de tudo. Isso é agora, que ela é bebê, mas vale pra vida toda... Não que eu não soubesse, mas às vezes, quando vejo minha pequenina tão indefesa, tenho a ilusão de que posso, sim, ser uma “supermãe”. Super, pode não dar, mas a melhor que for possível, com certeza.

Em tempo: a Nina dormiu bem e acordou feliz, como sempre (eu é que não preguei os olhos para ter certeza de que ela estava dormindo bem mesmo, mas até aí, tá no script!). 

28 de abr de 2011

Nariz entupido... atchim!!!!

Se tem uma coisa chata é ver bebê com o nariz entupido. Se pra gente adulta já é um incômodo tremendo, imagine para os pequeninos. A tortura é bem maior por um motivo: neném não sabe assoar o nariz. Daí, quando entope, eles ficam irritados, choram, não conseguem dormir, e nós, meros mortais, vamos tentando limpar conforme o possível.

Um dos jeitos de amenizar a situação é usar bombinhas que aspiram a secreção. Falando parece uma coisa complexa, mas no fundo é simples. Ou melhor, seria simples, não fosse o caso dos bebês não deixarem usá-las. Pelo menos a Nina. Quando chego com a bombinha na mão, ela já começa a se jogar pra trás, brava que só vendo. 'Entendível', porque deve ser um horror alguém querer mexer no seu nariz, que já está entupido e incomodando. Sei que algumas bombinhas funcionam a pilha, mas em casa só testamos as manuais mesmo.


Os aspiradores manuais são encontrados em vários modelos diferentes,
mas com o mesmo intuito: você aperta para tirar o ar, coloca na narina e solta.
Quando o ar incha a bomba, suga a secreção.

Outra tática é pingar soro nas narinas - mas não menos complicada! O bom do soro, principalmente aqui em São Paulo, é que alivia os efeitos do ar seco e poluído. Para pingá-lo, coloco o líquido numa seringa e fico "brincando" com a Nina, dando algumas gotinhas na boca e aí corro e pingo no nariz... mais duas gotinhas na boca, e pingo no nariz... tem que parecer que é super legal e divertido, porque não quero que ela chore e se desespere. O soro ajuda a soltar a secreção, que depois escorre e fica mais fácil de limpar (mais fácil em termos, porque bebê também não é muito fã de lenços de papel... uma verdadeira saga!).

E para tentar evitar nariz entupido, tosse e outros inconvenientes dessa época do ano (ai, que saudades do verão!), não tem jeito, tem que agasalhar e proteger a neném. Além de agasalhos, calças e meias, estamos curtindo usar toquinhas, que protegem a cabeça e a orelha, e de quebra a deixam uma coisa foooofa... não faltam opções de modelos pra lá de charmosos, e, para a nossa sorte, por enquanto a Nina não reclama dos gorros!

24 de abr de 2011

A vida e os "tem que" de cada dia

Uma das coisas mais chatas da vida é quando a gente “tem que”. Nosso dia a dia já é cheio de regras, e a gente “tem que” trabalhar, “tem que” ter horário, “tem que” fazer isso ou aquilo. E quando se tem um bebê, os “tem que” se multiplicam. Primeiro, porque a nova rotina de fato exige algumas demandas que “temos que” cumprir. Segundo, porque um monte de gente vai dar palpite no modo como você “tem que” cuidar, criar e fazer. Claro que muito do que as pessoas dizem não é por mal, tampouco para atrapalhar. Mas o que é difícil é que nem sempre quem dá palpite está por dentro do que acontece na sua casa, na sua rotina ou conhece o jeito/temperamento do seu bebê.

Eu me lembro que certa vez comentei numa lista de mães na internet que ficava muito cansada com a Nina porque como o André viaja muito e eu não tenho ninguém por perto para dar um help – passava noites em claro e não estava aguentando a demanda sem conseguir dormir direito. Fui rechaçada por mães que não tinham ideia do que eu estava vivendo. Poxa, você dar um conselho, uma sugestão ou um toque é uma coisa, outra é julgar e dizer (apontando o dedo, praticamente!) que você “tem que” isso ou aquilo.

Foi daí que hoje, sempre que converso com uma mãe, tento ter a postura mais neutra possível. No máximo, divido a minha experiência, e quando digo algo, sempre friso: “é apenas uma sugestão”. Porque a gente nunca sabe ao certo como é ‘a vida dos outros’. E tem também o lance das coisas que a gente acredita, da maneira como pretende criar os nossos filhos.

Moral de toda essa história: com 8 meses de maternidade completados ontem (!), aprendi com a Nina que a gente só “tem que” mesmo o que for melhor pra nós, de acordo com a nossa vida, nosso estilo, nossas crenças e nossa rotina (isso vale pra qualquer mãe, é fato). E outra: nenhuma rotina é estanque. Apesar da gente buscar coerência (isso eu acho importante, mesmo), “tudo muda o tempo todo, no mundo”... infeliz de quem não enxerga as ondas da vida!

ó a baby aqui, no seu primeiro passeio no parque! Feliz da vida!
 
Porque carinho e beijinho...
 
... nunca é demais!

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