8 de ago de 2011

Virose e os ensaios para o 1o. aniversário!

O André saiu de casa com a Nina para fazer várias coisas na rua na manhã de domingo. Ia na padaria, na loja de construção, no supermercado... Quando eu perguntei se estava tranquilo sair com ela e se a bolsinha (com fraldas, troca de roupa, mamadeira) estava arrumada, ele disparou: “com o papai, está tudo sob controle”.

Eu, que passo o tempo todo com ela ‘na função’, como diz o próprio André, ia aproveitar para tomar um banho decente 'de cabeça', tomar café numa única sentada (quem tem filho pequeno sabe como a gente aprende a divertida habilidade de fazer as refeições de forma picada!) e escrever meu projeto de TCC para a pós-graduação.

Eis que, menos de meia hora depois de sair, o papai me liga... “vai para o hospital e leve os documentos da Nina... ela passou mal”. Lá se foram as minhas esperanças de ter uma manhã de domingo razoavelmente tranquila. Ela já tinha vomitado às 6h, enquanto dormia, e tivemos que dar um banhão logo cedo, o que já tinha sido um grande susto... Mas quando cheguei no PS, o André estava branco, quase gago. Sabe aquela história “seria cômico se não fosse trágico?”. Então, isso mesmo.

O que aconteceu foi que a Nina vomitou muito na padaria, e por causa disso teve uma queda de pressão e meio que desacordou nos braços dele. Agora, imagina a situação: o super pai, que acha que tem tudo sobre controle, com a menina desmaiada no colo. Coitado, ele ficou desesperado, começou a mobilizar os funcionários, um policial que estava na porta do estabelecimento... saiu chamando o SAMU, os Bombeiros, a Swat, o Bope, qualquer coisa que os levassem para o hospital. Acabou que um funcionário da Villa Grano foi parceiro e levou os dois. Depois, ainda foi levar o nosso carro, que tinha ficado na padoca, no hospital, acredita?

Já no atendimento com a médica, a neném teve diarreia, o que sacramentou o veredito: virose. Forte, daquelas que quase desitrada. Dali pro fim do dia, a Nina ficou no soro e no Dramin. Dormiu, acordou, dormiu, acordou... mas nós só ficamos mesmo tranquilos quando ela acordou pela última vez, já corada e disposta. Estava tão boazinha que até ensaiou palminhas para o parabéns... de talinha na mão e tudo!  Ela canta parabéns e mostra habilidade para colocar a chupeta na boca mesmo com a tala do soro, uma figura! Nem se abala com o choro de outro bebê, fica de boa, bem diferente de quando deu entrada no ps.

O que mais nos marcou nessa locura toda foi realmente perceber o quanto não há domínio sobre a vida quando se tem filho. Sim, você pode até programar o que pretende fazer, mas tem que ter a consciência (e o jogo de cintura) para saber que, a qualquer momento, tudo pode mudar, e seus planos podem ser substituídos por algo inesperado. Não é fácil, mas é assim que a vida segue: diferente, mas com muito mais amor.

3 comentários:

  1. Nossa Carol, que susto!!!
    A gente fica pior que eles nessas horas... acredite!
    Ela já está melhor?
    beijao
    Lele

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  2. Ai, Lelê, nem fale... como é difícil não ter varinha de condão, né?
    Ela está melhorzinha, só com diarreia ainda. Estamos hidratando até...
    beijão

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  3. Amei a frase:
    "O que mais nos marcou nessa locura toda foi realmente perceber o quanto não há domínio sobre a vida quando se tem filho."
    É isso mesmo Carol... e as pessoas ainda acham que a gente se anula!
    Eu vivi por dois meses no hospital quando a Maria era pequena! Sei bem o que é isso, mas que bom que é virosinha... acaba rápido. Bjo

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