23 de mai de 2011

Baús da felicidade

Hoje a Nina completa 9 meses e a cada dia a nossa casa vai ficando mais com cara de "casa que tem criança". Além da presença do cadeirão para as refeições e o cercado na sala, agora os brinquedos começam a tomar conta do pedaço. É divertido vê-la brincando, engatinhando feito louca por todos os cantos, pegando os brinquedos e levando de lá pra cá, na maior energia.

Para tentar organizar a bagunça (tentar gente, porque sei que arrumadinho, arrumadinho, não vai ficar mesmo!), ganhei um baú da minha madrinha Gilda, que uso para colocar todos os brinquedos. Ele é de madeira, e prendada como é, minha madrinha caprichou no presente e fez uma pintura super fofa, que combinou com o quarto da Nina:

Bagunça boa fica arrumada no baú de madeira!
Aí, eis que há algumas semanas eu estava tentando organizar dentro do armário a pequena bagunça de sapatos e meias que tomava conta da gaveta. E não é que aí minha tia Márcia me deu um outro baú, um pouco menor, mas perfeito para o que eu estava precisando? Ele é feito de scrapbooking, uma delicadeza só. Sem contar que a tia coruja encheu o baú de presentes para a sobrinha-neta, uma coisa fofa:

Baú de scrapbooking para organizar sapatinhos e meias!
Esses presentes têm coisas em comum, além do fato de serem baús. Os dois foram feitos à mão especialmente para a Nina. Claro que todo e qualquer presente, visita, telefonema, enfim, qualquer  manifestação de carinho já é super válida, sem dúvida. Mas você bolar uma peça exclusiva já pensando em quem vai presentear é mesmo muito especial - quem faz trabalhos manuais entende bem o que estou dizendo. Silvio Santos não tem ideia de como um baú pode mesmo trazer felicidade.

13 de mai de 2011

O escândalo na cadeirinha do carro

Esta semana a Nina começou com uma atitude bem chatinha. Ela não quer mais sentar na cadeirinha do carro - e, mais que isso, dá um verdadeiro escândalo quando a gente tem que colocá-la lá. Tudo bem que eu acho ótimo que ela tenha personalidade e tal, mas, na boa, ficar duelando com ela para sair de carro estava fora dos meus planos.

Numa manhã em que eu já estava atrasada para o trabalho, ela deu um verdadeiro baile nessa mãe que vos escreve. Sério. Nunca pensei que uma bebê que nem completou 9 meses tinha tanta força. A bichinha começou a esgoelar e parecia que, invés de tentar colocar o cinto de segurança eu estava batendo nela. Batendo não, pelos berros seria espancando mesmo (cruz credo, nem de brincadeira quero pensar nisso!).

O fato é que ela se esticou todinha e ficou com as pernas retas e duras, eu não conseguia fazê-la sentar de jeito nenhum! Foi um sufoco. Eu comecei tentando conversar, ela berrou, tentei acalmar, ela chorou, tentei colocá-la sentada, ela se contorceu, comecei a suar e ela me arranhou, mostrei um brinquedo, ela arremessou longe, estava quase afivelando o cinto... e ela virou! Sim, virou na cadeirinha e ficou de bruços!! Ai, me deu vontade de passar o cinto daquele jeito mesmo, e aí, ao invés de ir pro berçário conversando com ela tipo "oi filha, dormiu bem?" o diálogo seria "oi, bumbum, tudo beleza?". Sério, é de perder a esportiva.

Essa carinha de levada já diz tudo, né?
Não acredito que uma bebê tão novinha faça birra. Sinceramente, não acho que ela tenha discernimento a ponto de saber o que está fazendo, portanto não acho que seja intencional. Mas, a verdade é que não entendo o porquê deste comportamento. Imagino que algumas mães que têm filhos mais velhos e estão lendo este post devem estar rindo de cantinho de boca, porque já passaram por isso. Conversando com alguns amigos que têm filhos e carro, todos disseram que é um comportamento bem corriqueiro. No fundo, isso me aliviou. Agora, só preciso descobrir um jeito de conseguir amenizar essa situação, de acalmá-la para que ela não chore na hora de sair de carro. Como?! Se eu descobrir, juro que escrevo (e se alguém também tiver alguma dica, PLEASE, me ajude!!!!!).

9 de mai de 2011

Sorte minha de ser sua mãe!

Pensei em escrever ontem, mas como comentei com duas amigas, me dei folga do mundo virtual no domingo para curtir exclusivamente minha pequena. É, porque afinal, sem ela, eu não teria o que comemorar como mãe ("apenas" com a minha mãe, claro).

Depois de um almoço em família - eu, Nina e André! - fiquei em casa sozinha com ela, já que o papai foi garantir o leitinho da casa no clássico do Pacaembu. Pensei em sair, tinha até combinado de andar por aí, pela av. Paulista de meudeus, mas acabei arregando, só para ficar paquerando a Nina, e perceber o quanto ela está ficando mocinha! Ok, aos oito meses e meio ela ainda é uma bebezinha fofa, mas já se mostra independente para algumas situações (como sair escalando sofá, armário e cadeira) e cheia de personalidade (que até parece 'birra', quando se joga para trás quando está insatisfeita com algo).

Aproveitei o momento para relembrar quanta coisa já vivi como mãe - os primeiros meses tão difíceis, os chorinhos apaixonantes, o duelo com o sono, nossa aventura em Buenos Aires e até as lembranças do barrigão antes da chegada da Nina. O tempo ganhou um jeitão todo malemolente, as lembranças pareciam distantes e próximas.

Olha, não é fácil ser mãe, ainda mais quando a gente tem que fazer malabarismo para conciliar com a nada fácil vida profissional, com as coisas da casa, com o relacionamento, enfim, com outros papéis que desempenhamos além daquele de cuidar de um serzinho tão dependente. Por isso, quando vejo a Nina bem e feliz, engatinhando feito doida e dando o maior trabalho, sinto muita alegria e a sensação de que sou capaz, sabe?

Ah, claro, e no fim do domingo, pegamos no sono juntas, curtindo o frio do fim de tarde. E uma única certeza pairou no ar: que sorte a minha de ser mãe da minha filha!


Nina e sua pinta de menina-conversadeira... toda cheia de charme aos 8 meses e meio!

Em tempo: na semana passada fiz um encontro antecipado de Dia das Mães em Campinas. Vi minha mãe Angélica (que está super gripada, tadinha!), minha vó Íris (a bisa saiu do hospital e está em casa!), minhas tias-mães Li e Márcia, minha mãe-madrinha Gilda e minha prima Paula, mãe da Gabi e de outra fofurinha que deve chegar em novembro e aguardamos ansiosos! Foi um fim de semana que confirmou a ideia de que não é uma data "comercial" que faz o evento, mas sim as pessoas reunidas! Amo muito todas elas...

Em tempo 2: sábado a tia Mi e o tio Tinho se esbaldaram com a Nina no colinho, enchendo-a de carinho! E o primo Mattheus foi um charme só, falando toda hora "a Nina, a Nina", do alto dos seus um ano e onze meses! E ontem, pra fechar o dia, a vovó Sara viu a Nina pela webcam depois de um tempão!!! Ela ficou tão feliz, que nos deixou super feliz também!!! Em breve a Nina vai curtir a Sarinha, tia Marcela e os primos queridos de NY!!!

6 de mai de 2011

Criança, a alma do negócio (ou "TV, a grande vilã?")

Lembra de quando eu escrevi o post Adoro ser perua, sobre roupas de marca & afins na infância? Pois bem, para quem gosta do assunto e quer ter uma visão mais, digamos, mercadológica da questão, vale a pena assistir à Criança, a alma do negócio, da diretora Estela Renner.

O vídeo é curtinho, mas tem depoimentos bem interessantes sobre a relação consumo x criança, e serve de alerta para pais que acreditam estar “apenas” entretendo seus filhos deixando-os por horas na frente da televisão.

Para mim, os depoimentos das meninas a partir dos 6min15seg do vídeo são marcantes. Que mundo nossas crianças conhecem? Que valores aprendem? Me veio o questionamento... Do que eu preciso para ser feliz e saudável? Aliás, do que eu realmente “preciso”??!


3 de mai de 2011

O primeiro galo a gente nunca esquece

Ontem fui buscar a Nina no berçário e lá vem a tia com ela no colo... E a testa cheia de pomada! Ela tinha um calombo no canto direito da testa, porque bateu na porta da sala. Nossa, sério, meu coração disparou, não conseguia nem falar direito. Ela estava naquele fim de choro de quando chora muito e fica respirando fundo, quase dormindo.

A primeira coisa que pensei em fazer foi não deixá-la dormir, porque ela tinha acabado de bater a cabeça. No carro, fui conversando bastante para que ela não cochilasse na cadeirinha. Aí cheguei em casa e me senti perdida. Ela estava bem, eu tentei entretê-la ao máximo, coloquei bastane gelo no galo e ela acabou indo dormir quase três horas depois do pequeno acidente (tempo suficiente para ter dado algum revertério, se fosse o caso). O André está viajando e me senti tão sozinha... Liguei pra minha mãe e ela me acalmou.

Não tem jeito, sei que outros tombos virão, e a gente tem mesmo que ficar de olho. A Nina está engatinhando loucamente, mas o que ela está doida mesmo é pra andar. Está na fase de ficar em pé sozinha, vai escalando cadeira, sofá e tudo o mais que vê pela frente. No berçário, se apoia nos amiguinhos para subir – como diz uma cuidadora de lá, “está terrível”.

Mas o que mais me marcou, do fundo do coração, é que caiu a ficha de que nem sempre poderei estar perto para cuidar dela o tempo todo, e ainda que esteja o máximo de tempo possível, não tenho como preveni-la de tudo. Isso é agora, que ela é bebê, mas vale pra vida toda... Não que eu não soubesse, mas às vezes, quando vejo minha pequenina tão indefesa, tenho a ilusão de que posso, sim, ser uma “supermãe”. Super, pode não dar, mas a melhor que for possível, com certeza.

Em tempo: a Nina dormiu bem e acordou feliz, como sempre (eu é que não preguei os olhos para ter certeza de que ela estava dormindo bem mesmo, mas até aí, tá no script!). 

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