8 de jul de 2011

A noite em que minha mãe surtou

Se a Nina falasse, com certeza teria dito isso esta semana. Sério, surtei. Se alguém que lê este post tem a receita para não se descabelar diante de noites muuuito mal dormidas e falta de rotina, me passe. Estou de caneta na mão para anotar t-u-d-i-n-h-o. Já nem uso mais a palavra cansada. Comigo é só “exausta”. Me faz lembrar do meu terapeuta. Carinhosamente ele me chamava de Fernanda Montenegro, quando se referia aos meus talentos “artísticos” (leia-se aqui minha capacidade ‘dramática’ de exagerar nas coisas/situações/sentimentos). “Exausta” pode até ter a ver com esse lado, mas não deixa de ser verdade.

Eu sei que as coisas se acertam, que a neném vai crescer e tudo vai melhorar (na verdade, serão outras demandas...). Sei também que ser mãe é a coisa mais maravilhosa que pode acontecer a uma mulher (é clichê, mas é verdade). Mas duas coisas não devem mudar tão já na minha vida: o fato do pai dela viajar muito e não ter horário pra nada, e a falta de ter alguém pertinho de casa, pra me ajudar com as demandas do dia a dia. 

Ninoca bombando com a blusa que a tia Tatu trouxe do Peru!
Tenho muitas amigas queridas que sempre se oferecem pra dar um help (adoro todas!) e duas cunhadas (Mi e Lu) que também super estão a fim de dar uma mãozinha, ou mesmo minha mãe, que numa necessidade já aprendeu a descer do Cometa na ponte do Piqueri e seguir de táxi pra minha casa (ó, que descolada!). Agradeço de coração o apoio de todas elas. Mas, sinto falta de ter alguém pra dar uma olhadinha enquanto tomo um banho decente (leia-se lavar o cabelo), ou tenho que ir ao supermercado. Na hora em que gostaria de ter a liberdade de ir ao banheiro (fazer a unha então, virou luxo!). 

Antes de atirar a sua pedra (sim, sei que muita gente pode achar que estou reclamando de barriga cheia), pense que quando digo não ter ninguém perto, é exatamente isso: a não ser que eu pague uma babá pra dormir em casa – o que está fora do meu orçamento – dependo só de mim. (Justiça seja feita: o André é um mega pai, suuuuper ajuda, é uma graça. O problema é que não está em casa sempre...).

E aí, surtei: passei todas as madrugadas desta semana em claro por causa do nariz entupido da Nina (e desde quarta, o André viajando...). Tadinha, ela chorando sem respirar e eu chorando de sono e cansaço. Enfim, entre tantas outras coisas que permeiam o momento que estou vivendo – este post rende assunto até, né, minha gente?, sinto que só mesmo tendo fé para seguir sem cortar os pulsos (bom, aqui é sentido figurado). Me apoio na graciosidade da minha pequena e nos incontáveis sorrisos banguelas (maravilhosos, por sinal) para respirar e pensar: vai dar certo. Sim, vai dar certo. Na verdade, já está dando. E, no fim, a Nina terá um belo roteiro de Almodóvar pra contar...

5 comentários:

  1. é carolzinha, eu imagino o que passou essa semana, acompanhei sua carinha de "exausta" aqui no trabalho, rs.
    mas tenha certeza que tudo já deu certo sim e que vale a pena! a nina logo mais estará é escrevendo esse blog com vc, rs.
    e eu leio sempre suas aventuras de mamãe aqui e te digo que, mesmo sabendo de todo o esforço e noites de sono perdidas, ainda é meu sonho e me inspiro nos seus textos.
    beijos,
    lari
    obs: eu sou uma das amigas que estão disponíveis para cuidar da nina linda!

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  2. Lari querida! obrigada pelo carinho!!! Sua hora vai chegar, fique tranquila!! beijos

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  3. Ahhh Carol! Quando os bebês adoecem a gente surta mesmo! O trabalho que já é grande aumenta muito!
    Um pai presente é mesmo a melhor opção, mas tente achar alguém que fique com a Nina nos momentos que ele está linge para vc fazer algo pra si, mesmo q seja dormir!! Hehehe
    Muitas vezes eu ia pra minha mae com Tatinho bebezinho e dormiamos (eu e Ota) enqto avós, tias e sobrinhos disputavam para cuidar dos meus pequenos!!
    Espero q ela esteja melhor!
    Bjao

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  4. Olhando seu blog, chego neste texto..nossa, é muito bom ler sobre coisas que eu tb sinto..porque as vezes fico assim e me culpo ou me sinto uma mãe E.T. rs!
    Já passei por isso várias vezes e a palavra EXAUSTA eu falo umas mil vezes por dia. O pai do Theo tb ajuda, mas tan tan tan adivinha: Tb nunca está em casa..chega tarde e sai cedo..e assim vamos seguindo sozinhas nos desafios.
    Bjs!

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    Respostas
    1. Mãe do Theo! É assim mesmo... mas ó, tô tentando um exercício que tem funcionado: vejo a minha pequena, fico ali, admirando, e percebo o quanto ela é saudável, o quanto está crescendo bem... aí, dá fôlego pra seguir! Pq ser mãe é tudo!!!! beijão pra vcs!

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