20 de jul de 2011

A difícil tarefa de educar sem mimar

Na semana passada, um texto da jornalista (e mestre!) Eliane Brum bateu forte nos meus pensamentos. Meu filho, você não merece nada, publicado na coluna semanal Nossa Sociedade, da Época online, repercutiu em redes sociais e causou comoção entre muitos colegas. Eliane fala de pais que não querem “frustar” filhos, mas acabam criando adultos que não sabem lidar com a vida – ou melhor, com as dificuldades inerentes a ela.

Engraçado como é quase instintivo querer ‘proteger’ acima de tudo (e de todos) um filho, mas blindá-lo frente às dificuldades do mundo pode gerar o efeito contrário. Porque as barreiras da vida servem para serem superadas, e a cada novo passo há de virem junto novas vivências, um novo entendimento. E aí, uma nova experiência. Não é à toa que as pessoas mais velhas são consideradas mais experientes – se tivessem sido blindadas a vida toda, será que seriam merecedoras desse título de vida? O fato é: crescemos conforme aprendemos.
 
Eu nunca consegui deixar a Nina chorando sem confortá-la. Nos primeiros meses de vida ela chorou copiosamente, praticamente todos os dias. Quem viu, vai lembrar do que estou falando. Tinha um chorinho manhoso lindo, mas tinha também o choro que não parava: a gente trocava fralda, dava mamar, pegava no colo, deixava no berço, andava, sentava, cantava, praticamente assoviava e chupava cana... e nada dela parar. Como essa situação me desgastou demais emocionalmente, me acostumei a não deixá-la chorando em outras situações. Se ela está no berço, no cadeirão ou no chão, e começa a chorar, eu logo tento acalmá-la, para que se sinta segura.

Daí que, com essa atitude e o texto de Eliane, me questionei. Será que sempre acalantá-la de bate pronto frente a um chorinho é a melhor atitude? Será que não estou me precipitando quando deixo de fazer algo que preciso só para pegá-la no colo porque ela não quer ficar no chão? Como caminhar na linha tênue entre educar e mimar? Confesso que vou terminar este post sem dar a resposta, e pode ser que passe a vida sem saber respondê-la...

Ninoca Pipoca toda independente:
se joga, filha, que nós estamos aqui pra te apoiar!


8 comentários:

  1. Carol, belo post! Muito relevante!

    O mais importante está feito: "se perguntar sobre o que você está realmente fazendo quando atende o choro da Nina".

    Perguntar, te torna mais sensível a observar o que tem feito;

    Observar te dará respostas no dia a dia sobre o que fazer, como e quando;

    Não existe receita de bolo. O importante é criar consciência de que nossas escolhas cotidianas fazem parte dessa estrada maior, cujo resultado será um adulto mais (ou menos) preparado para enfrentar a vida.

    Beijo e continue publicando!

    Carol

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  2. Obrigada, Carolzinha! Adorei!! Minha conversa com vc ajudou muito nesse post!! um beijo!!!

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  3. Olaa Carol...vim aqui visitar seu cantinho e estou adorando...lindo e acolhedor

    Nem posso te ajudar com essa questão,pois tenho as mesmas dúvidas que vc..

    Eu não consigo não rir qdo o preto está dando bronca na Emily..então até saio de perto..

    Vou acompanhar os comentários pra aprender com vc..

    bjinhuus em vcs duas
    Taly e Emily

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  4. Taly!! Adorei a sua visita!!! Eu conheci seu blog navegando e logo coloquei entre as indicações do Nina Ensina, porque curti muito sua sinceridade nos textos, uma graça mesmo. Q bom q vc veio, volte sempre por aqui!! Vc e Emily são mais que bem-vindas! Um beijo!!

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  5. Olha, eu tb passei por isso, nos 3 primeiros meses só lembro de trocar fraldas, mamadeiras a cada 180 min e muito choro, sempre foi atendido prontamente. A partir do 4 mes não chorou mais, gritava qdo queria ou não queira, mas choro não. Eu acredito que seja pelo fato de que sempre foi atendido, sendo assim, não precisa chorar. Mas agora com 4 anos e há 6 meses em uma escola regular, tendo que lidar com tarefas e dividir as coisas com outras crianças e tendo que esperar. Eu vejo que esse pronto atendimento e essa comodidade de não ouvir choro se voltou contra mim, agora tudo que precisa, quer ou não quer, chora, forçado o que deixa tudo mais complicado. Excesso de zelo, pode ser comodo mas a conta é cara.

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  6. Pois é, Fábio, a gente tem que ter o maior cuidado para não virar refém, né? Pior é que não tem fórmula pronta, vamos entre tentativas, erros e acertos! Boa sorte para nós! Obrigada pela visita! ;)

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  7. Carol,
    Este blog tá virando coisa de utilizade pública! Vira e mexe entro, leio e viajo imanginando como será quando chegar minha vez.
    O fato é que não existe receita de bolo, então vou aproveitando minhas amigas mais "experientes" pra apender de tudo um pouco!!!!
    A Nina está cada vez mais gostosa!
    bjo enorme pra vocês!!!!!!

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  8. Sil!!! Obrigada pela visita, você sabe que vou ter o maior prazer em te ajudar ao máximo quando for a hora... rs!! Um beijo grande!!!

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