11 de jul. de 2012

Pequenas Felicidades e o coração em paz

A conta do banco não é azul o mês todo (a poupança está minguada), o shape não é o dos sonhos pro verão, a casa tem hora que falta espaço suficiente, tem dia que compartilhar carro com o marido é um saco... mas o coração anda transbordando de paz e amor. É, ando bem apaixonada pelos pequenos momentos do dia a dia. Aí num texto da (boa aluna!!!) Rogéria Thompson sobre a Blogagem Coletiva Pequenas Felicidades da Botõezinhos vi que tinha tudo a ver... Poucas vezes senti tanta tranquilidade e certeza na vida. Sempre fui ansiosa e ainda sou e percebo que muito dessa ansiedade tinha a ver com coisas que, hoje, já não fazem o menor sentido. Tenho plena consciência de que a "chavinha" virou quando me tornei mãe. 



Pode estar acontecendo o que for e juro: um pequeno sorriso da Nina e parece que tudo ganha uma nova dimensão. Só que o melhor é eu ter consciência de que consigo ter consciência disso. Entende? A tranquilidade que tenho no peito é por me permitir ver, sentir e me nutrir desse sorrisinho (ou qualquer outra graciosidade). E isso já me é suficiente pra saber que as coisas vão bem, pra ter amor no coração, pra ter fé na vida (lembrei da Lelê Sordili e seu texto sobre o tempo que cura, postado hoje!...) 

E aí, essa tranquilidade encadeia outros momentos bons (tipo Lei de Murphy, só que ao contrário!). A vida  a dois tem mais sintonia, a vida a três se basta em alegria, a fé na vida do parágrafo anterior se renova, e assim vamos. Pra fechar esse post cheio de açúcar, escolhi uma animação que vi no grupo
Conselhos de Mãe e que me tocou profundamente (grávidas e meninas na tpm, sugiro pegarem caixa de lencinho antes de assistir!). 


 


E você, também tem seus momentos de "pequenas felicidades"? 

3 de jul. de 2012

LAURA GUTMAN NO BRASIL - EU VOU!

Pela primeira vez no Brasil, Laura Gutman estará em Florianópolis dia 01/09 e em São Paulo dia 02/09 para o seminário "O poder do discurso materno".

É autora de livros como "A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra", "Crianza, violencias invisibles y adicciones" e "La revolución de las madres", que exploram o universo da maternidade, os vínculos familiares e as dinâmicas violentas aos quais os seres humanos estão submetidos.

Desde 1996, formou mais de 300 educadores, médicos e profissionais em geral, objetivando construir uma nova visão acerca do problema da violência social e oferecer ferramentas concretas para assumir, com maios consciência, o trabalho que compete a cada um de nós na criação de um mundo menos violento e mais humano.

O seminário terá duração de 4 horas e é dirigido a mães, pais, professores, educadores, psicólogos, psicopedagogos, assistentes sociais, profissionais da saúde, profissionais das ciências humanas e todos aqueles que desejam contribuir para um mundo mais amável.

Mais informações em www.lauragutmannobrasil.blogspot.com


2 de jul. de 2012

A árvore da Nina - a aroeira que o vovô plantou

Quando eu fazia faculdade na Unesp, em Bauru, meu pai sempre ligava pra saber como estava o clima na "cidade sem limites". Pela manhã, ouvia o rádio (as previsões de Narciso Vernizzi, o "homem do tempo" da Jovem Pan AM!) só pra saber se estava calor ou frio. Eu sabia que o gesto, quase banal, era o jeito dele saber se eu estava bem, se precisava de algo. Minha mãe sempre disse que ele nunca foi de pegar os filhos no colo, abraçar, beijar, essas coisas - os tempos eram outros, o pai era o "provedor". Mas sempre senti o seu amor por mim, principalmente em pequenos momentos que guardo no coração.

Uma vez, quando eu morava em Londres, mandei uns presentinhos de Natal e entre os itens tinha um "senhor dos ventos", desses pra pendurar e ouvir tocar quando bate o vento. Aí minha mãe me mandou uma CARTA (sim, carta escrita à mão!!!) e disse que, assim que recebeu o presente, meu pai foi logo colocando o "Senhor" na sacada, para ouvi-lo. E toda manhã, quando batia o vento e os sinos tocavam, ele dizia "a Carol está falante hoje, né?" (imagine quando li isso, em Londres, sozinha com a minha querida irmã Vania: lágrimas e lágrimas, néam?). 

Quando a Nina nasceu, lá foi meu pai surpreender de novo. Ele ganhou um pacote de sementes de aroeira num evento e, para marcar a chegada da pequena, plantou num vaso. Depois o vaso ficou pequeno e ele transferiu para uma praça, perto da casa onde mora. No fim de semana ele leva os cachorros para passear e sempre dá uma conferida. No último feriado, fomos ver a quantas anda a planta, e qual não foi nossa alegria ao perceber que ela já está maior que a própria Nina!

Revendo as imagens, me deu um certo clique. Eu sempre procuro criar a Nina com boa autoestima, pois acho isso fundamental para a vida de uma pessoa... e quer coisa melhor pra cuidar do nosso coração do que saber que somos amados e queridos? Muitas, mas muitas vezes, o dia a dia, a correria e o stress nos fazem esquecer desses "detalhes", mas no fundo, é isso que vale, mais do que qualquer brinquedo, escolas ou roupas "caras"...  Então ontem, antes de dormir, enquanto estava deitada com a pequena na cama, falei pra ela o quanto o domingo tinha sido gostoso, o quanto estava feliz de tê-la perto, com saúde, e o quanto ela era especial. Ali também senti saudades de ser filha, de dizer pros meus pais amados o quanto eles são importantes pra mim (acho que eles sabem, mas às vezes a vida nos afasta, né?).

E você, o que faz para mostrar seu amor pelos filhos/família? 


pra posteridade: a árvore, Nina e o vovô
vamos cuidar muito bem da plantinha!
q coisa fofa! 

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