Outro dia eu voltava da escola com a Nina no carro e disse:
- Filha, fala mamãe.
- Papai.
- Ô Nina, é mamãe!
- Papai.
- M-a-m-ã-e!!!
- Papai.
Depois de mais algumas tentativas frustradas, encerrei o assunto:
- Gata, mamãe carrega nove meses na barriga, amamenta, tá sempre junto, faz malabarismo pra cuidar de você... e o que eu eu ouço em troca?
- Papai.
**********
O "diálogo" não é surpresa pra mim. Sei que tem a fase em que a menina fica mesmo mais apegada ao pai ("Freud explica"), mas tem também uma questão muito fofa que acontece na minha casa: o André é um super pai.
Já ouvi (e li nas redes) muitas mães que têm parceiros que não ajudam em nada com os filhos e que ainda acham (em pleno século XXI) que a responsabilidade de cuidar dos rebentos (e de "coisas da casa em geral") é da mulher (independente do poder aquisitivo). Pra quem como eu, que achava que isso não existia mais, foi um choque saber de reclamações do tipo "meu marido não sabe quantas fraldas o bebê usa ao longo do dia" ou "ele nunca deu um banho no nosso filho". E não me interessa saber qual a renda mensal da família: ainda que tenha grana e possa bancar babás, enfermeiras & afins, como pode um pai perder momentos preciosos do desenvolvimento de um bebê?
Tem outra questão: e se credo cruz eu morrer? Toc, toc, toc. Já falei aqui que "morro de medo de morrer" (não tô sendo pessimista, mas realista, afinal, a gente nunca sabe o dia de amanhã). Pode acontecer também um fim: casais se separam todos os dias, e
aí que dó de filhos (meninos ou meninas) que simplesmente perdem o
contato com o pai por não morarem mais sob o mesmo teto. Então quer
dizer que a relação não era afetiva, mas meramente geográfica? (no meu caso, eu ainda nem casei pra querer separar hahaha).
Não tô aqui querendo julgar ninguém, mas penso que vínculos são criados quando existe troca, cumplicidade, amor, carinho... (aliás, quantos pais e filhos são super próximos sem nunca terem morado juntos!). Fico feliz de ver, independentemente da relação pai-mãe que nos une, que Nina tem um grande amigo.
Não tô aqui querendo julgar ninguém, mas penso que vínculos são criados quando existe troca, cumplicidade, amor, carinho... (aliás, quantos pais e filhos são super próximos sem nunca terem morado juntos!). Fico feliz de ver, independentemente da relação pai-mãe que nos une, que Nina tem um grande amigo.
No caso do André, ele ajudou a cuidar dos 3 (lindos) sobrinhos, filhos da tia Marcela, então já veio "de fábrica" com sabia algumas noções bem boas de troca de fralda e banho, por exemplo. Claro que apanhou muito na hora H pra cuidar da Nina, mas depois de alguns meses já está mega craque em várias outras demandas (faz, inclusive, escova nos cachos da pequena, numa farra só!). E é óbvio que a menina sente isso. É um grude com o pai, pra cima e pra baixo. Os dois vão juntos na padaria, na feira, no mercado... um barato! Semana passada já era tarde quando ela pegou meu celular e ficou chamando o papai insistentemente. Enquanto não liguei pra ele e ela pode "conversar", não sossegou - e depois parece que acalmou, pois acabou dormindo.
E pra quem acha estranho este post bem na semana do Dia das Mães, explico: é que hoje é aniversário do papai, então resolvemos fazer uma surpresa pra ele, com esse texto cheio de gratidão e amor. Pra ele saber (ainda mais) o quanto ele é importante pra gente... <3 <3 <3
Obs. pras blogueiras-mães, o resto da semana é nosso! tem muita coisa rolando... já vi uns posts que vão rolar no A vida como a vida quer, vídeos bem bacanas da Mamatraca (adorei o da Glauciana!) e a programação da Rede Mulher e Mãe... #vemgente
| Nina e Papai ganhando o mundo na Times Square! |
Obs. pras blogueiras-mães, o resto da semana é nosso! tem muita coisa rolando... já vi uns posts que vão rolar no A vida como a vida quer, vídeos bem bacanas da Mamatraca (adorei o da Glauciana!) e a programação da Rede Mulher e Mãe... #vemgente

