24 de abr. de 2011

A vida e os "tem que" de cada dia

Uma das coisas mais chatas da vida é quando a gente “tem que”. Nosso dia a dia já é cheio de regras, e a gente “tem que” trabalhar, “tem que” ter horário, “tem que” fazer isso ou aquilo. E quando se tem um bebê, os “tem que” se multiplicam. Primeiro, porque a nova rotina de fato exige algumas demandas que “temos que” cumprir. Segundo, porque um monte de gente vai dar palpite no modo como você “tem que” cuidar, criar e fazer. Claro que muito do que as pessoas dizem não é por mal, tampouco para atrapalhar. Mas o que é difícil é que nem sempre quem dá palpite está por dentro do que acontece na sua casa, na sua rotina ou conhece o jeito/temperamento do seu bebê.

Eu me lembro que certa vez comentei numa lista de mães na internet que ficava muito cansada com a Nina porque como o André viaja muito e eu não tenho ninguém por perto para dar um help – passava noites em claro e não estava aguentando a demanda sem conseguir dormir direito. Fui rechaçada por mães que não tinham ideia do que eu estava vivendo. Poxa, você dar um conselho, uma sugestão ou um toque é uma coisa, outra é julgar e dizer (apontando o dedo, praticamente!) que você “tem que” isso ou aquilo.

Foi daí que hoje, sempre que converso com uma mãe, tento ter a postura mais neutra possível. No máximo, divido a minha experiência, e quando digo algo, sempre friso: “é apenas uma sugestão”. Porque a gente nunca sabe ao certo como é ‘a vida dos outros’. E tem também o lance das coisas que a gente acredita, da maneira como pretende criar os nossos filhos.

Moral de toda essa história: com 8 meses de maternidade completados ontem (!), aprendi com a Nina que a gente só “tem que” mesmo o que for melhor pra nós, de acordo com a nossa vida, nosso estilo, nossas crenças e nossa rotina (isso vale pra qualquer mãe, é fato). E outra: nenhuma rotina é estanque. Apesar da gente buscar coerência (isso eu acho importante, mesmo), “tudo muda o tempo todo, no mundo”... infeliz de quem não enxerga as ondas da vida!

ó a baby aqui, no seu primeiro passeio no parque! Feliz da vida!
 
Porque carinho e beijinho...
 
... nunca é demais!

18 de abr. de 2011

Nina e sua vontade de engatinhar!

Antes de dar os primeiros passinhos, a maioria dos bebês passa pela fase do chão. Eles aprendem a virar, depois começam a sentar e, quando já estão mais durinhos, desbravam o mundo engatinhando. Não existe uma idade certa para que esse processo aconteça, cada criança vai se desenvolver de forma única. Mas o estímulo, sem sobrecarregar o corpo do bebê, é sempre saudável e ajuda muito.

É aquela história: às vezes, zelar demais atrapalha. Claro que ninguém quer ver um bebezinho cansado a exaustão, mas deixar que ele se descubra e vença pequenos desafios é saudável (e essencial) para o desenvolvimento motor. É também importante para que ele se sinta seguro. 

Já faz um tempo que a Nina aprendeu a sentar, e agora, perto de completar 8 meses, ela está quase engatinhando. Animada, ela fica de quatro e arrisca os primeiros passos. Para estimular, costumo sentar longe dela e chamá-la para perto, ou coloco um brinquedo que ela gosta muito longe do seu alcance, para que ela tenha que se esforçar para pegar.

Sinto que a minha presença (ou a do André) ajuda a passar segurança pra ela, e se ela cai, tento não demonstrar susto, mas agir naturalmente (às vezes a gente quer socorrer rápido e faz um movimento brusco e assusta mais que o próprio tombo). Porque, vamos combinar, cair e ter que levantar faz parte da vida, né? É ótimo que ela aprenda de forma natural, desde pequena, para crescer sem traumas! E enquanto se esforça em engatinhar, a gente curte os primeiros "passinhos de chão" dela.





10 de abr. de 2011

Adoro ser perua!!!

Dia desses o link sobre as novas "socialitezinhas" foi super comentado nas redes sociais. Era uma matéria sobre um evento de moda infantil que mostrou a futilidade de algumas mães e filhas. Segundo o texto, elas dão valor a itens de marcas caras. Mais que isso, supervalorizam o fato das pequenas saírem em colunas sociais e outras bobagens do tipo.

Eu acho super bacana mulher que se arruma. Curto mesmo. A bisa da Nina, minha vó Íris, é um exemplo pra mim. Aos 92 anos, está sempre arrumadinha, de brincos, colares, e, até pouco tempo, fazia as unhas toda semana. Quando teve que ficar internada na UTI, soltou os cachorros porque tinha que vestir aqueles "trapos". Minha tia Márcia também sempre foi sinônimo de vaidade. Bolsa e sapato são com ela mesma!, mas tudo numa dose saudável, na medida da elegância e feminilidade.

O que eu acho uma grande bobagem é quando as pessoas acham que são "mais" do que as outras por usarem determinadas marcas, frequentarem determinados lugares ou qualquer outra coisa do gênero. Tenho pena de gente assim, que pra mim vive a insegurança constante de um dia precisar ser alguém pelo o que realmente é, e não pelo o que tem.

É claro que adoro muito que a Nina seja "peruinha", com roupas de oncinha, zebra e laçarotes. Acho fofo, feminino e divertido. Ela ganhou um sapato lindo de onça da tia Michelle que é de querer morrer. Tem um monte de outras roupas super fofas. Como boa mãe coruja, quero que ela esteja sempre graciosa, linda e maravilhosa!! (risos). Só que, um dia, vou explicar pra ela: "Filha, você é pelo o que é, e não só pela roupa que usa"...


"Essa roupa foi presente especial da minha prima Nicole. Um arraso, né?"

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